Carta mostra que Rumsfeld pediu demissão antes das eleições

Anúncio após eleições em novembro pode ter custado a hegemonia republicana no Congresso americano

KRISTIN ROBERTS, REUTERS

15 de agosto de 2007 | 14h13

Donald Rumsfeld, o arquiteto da guerra contra o Iraque, pediu demissão do cargo de secretário da Defesa antes das eleições parlamentares de novembro do ano passado, mas sua decisão só foi anunciada depois do pleito. É o que mostra a carta de renúncia, obtida pela Reuters nesta quarta-feira, 15.Na carta consta a data de 6 de novembro, véspera das eleições em que os norte-americanos, irritados com a situação no Iraque, tiraram o domínio do Congresso das mãos dos republicanos. Segundo o carimbo da carta, George W. Bush a viu no dia das eleições. O presidente, no entanto, só anunciou a saída de Rumsfeld no dia seguinte ao pleito.A demora enfureceu alguns republicanos, segundo quem o partido poderia ter mantido algumas cadeiras e talvez permanecido no controle do Senado se Rumsfeld tivesse saído antes da eleição.Nos quatro parágrafos da carta de demissão, Rumsfeld não mencionou o Iraque. Em vez disso, elogiou a liderança do presidente. "Parto com grande respeito por você e pela liderança que exerceu na época mais difícil para nosso país. A concentração, a determinação e a perseverança que ofereceu com tanta constância foram necessárias e impressionantes", disse Rumsfeld a Bush na carta."Chegou o momento de concluir meus serviços. Ao fazer isso, quero que você saiba que conta com meu apoio permanente e sincero, quando adentra nos dois últimos anos de sua presidência", escreveu Rumsfeld.Rumsfeld também elogiou os soldados norte-americanos por sua dedicação, seu profissionalismo, sua coragem e seu sacrifício.

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