Casa Branca admite impossibilidade de fechar Guantánamo em janeiro

Robert Gibbs pediu colaboração dos republicanos; promessa de início do governo Obama não será cumprida

estadão.com.br,

26 de dezembro de 2010 | 16h49

WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos admitiu neste domingo, 26, que não conseguirá fechar a prisão na base de Guantánamo em um futuro próximo, pressionando os republicanos para que trabalhem no tema.

 

"Certamente, não fechará no próximo mês", declarou o porta-voz da Casa Branca, Robet Gibbs, em entrevista ao canal CNN, referindo-se à ordem que o presidente Barack Obama havia dado para 22 de janeiro de 2010 assim que assumiu o poder.

 

Um fechamento imediato "dependerá da vontade dos republicanos de trabalhar com o governo neste tema", acrescentou Gibbs.

 

A prisão de Guantánamo foi aberta em 2002 pelo então presidente George W. Bush, para os prisioneiros de sua "guerra contra o terrorismo". Atualmente, Guantánamo tem 174 detentos, dos quais somente três foram julgados.

 

Obama firmou um decreto em 22 de janeiro de 2009 para fechar a prisão em um ano, mas o Congresso impediu a medida, somente permitindo o ingresso dos prisioneiros nos Estados Unidos para serem processados.

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