Casa Branca defende sua reação a destruição de fitas da CIA

A Casa Branca defendeu naquarta-feira sua reação à revelação de que a CIA destruiu fitasde vídeos que mostravam interrogatórios violentos contra doissuspeitos de terrorismo. De acordo com o jornal The New York Times, pelo menosquatro advogados da Casa Branca participaram das discussões coma CIA entre 2003 e 2005 sobre se as fitas deveriam serdestruídas. O Times disse que a participação dos advogados mostrava ummaior envolvimento da Casa Branca do que se supunha. A Casa Branca não quis discutir a principal questão dareportagem -- se alguns assessores do presidente George W. Bushsabiam das fitas. O governo disse que há uma investigação daCIA e do Departamento de Justiça em curso. O que a Casa Branca criticou foi o fato de o jornal terinsinuado que o governo quis minimizar seu envolvimento quandoveio à tona a destruição das fitas, no começo do mês. "Não descrevemos -- nem para destacar, nem para minimizar-- o papel ou as deliberações de funcionários da Casa Brancaneste assunto", disse nota assinada por Dana Perino, porta-vozda Casa Branca. A CIA revelou em 6 de dezembro ter destruído centenas dehoras de imagens dos interrogatórios, o que provocou protestosda oposição democrata e de ativistas dos direitos humanos. Os interrogatórios gravados provavelmente usavam técnicascomo a simulação de afogamento, considerada internacionalmentecomo uma forma de tortura. Bush, que nega a existência de tortura nos EUA, disse quesó soube da existência das fitas neste mês. "Ele não se lembra que tenham lhe dito da existência dasfitas, nem da sua destruição, antes de ser informado pela CIA",disse Perino. Segundo o Times, participaram das discussões: AlbertoGonzales e Harriet Miers, que eram assessores da Casa Branca;John Bellinger, que havia sido advogado do Conselho deSegurança Nacional; e David Addington, assessor de primeiroescalão do vice-presidente Dick Cheney. (Reportagem de Caren Bohan)

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