Casa Branca minimiza importância de seguro-saúde público

Oposição reconhece necessidade de mudança, mas afirma que planos de Obama são caros demais

AE,

13 de setembro de 2009 | 14h36

A Casa Branca e os democratas tentaram neste domingo minimizar a importância de uma opção de seguro-saúde administrado pelo governo no projeto de reforma do sistema de saúde norte-americano.

 

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A assessoria de imprensa do governo descreveu a chamada opção pública como apenas uma das formas para se alcançar o objetivo do presidente Barack Obama de fornecer cobertura de seguro a estimados 45 milhões de norte-americanos que não a possuem. Congressistas democratas tiveram o cuidado de afirmar que a proposta não tem como objetivo impedir que se chegue a um acordo em um debate que consume o governo há meses.

 

"Eu acho que esse é um caminho razoável a seguir", disse a senadora democrata Jeanne Shaheen, referindo-se à proposta de um seguro administrado pelo governo. "Mas eu acredito que é importante focarmos no que queremos atingir", acrescentou.

 

O secretário da presidência, Robert Gibbs, destacou o compromisso de Obama em favor da possibilidade de escolha e da concorrência, afirmando que a opção pública é "um meio para se chegar a um fim, mas não representa todo o plano para a saúde".

 

A senadora democrata Claire McCaskil disse que o foco na opção pública tornou-se um fator de distração em um debate sobre como as pessoas recebem cobertura de seguro. "Trata-se apenas de uma pequena parte do todo", disse ela.

 

A também senadora democrata Dianne Feinstei disse que há várias formas de se conseguir a redução dos custos de saúde e não chegou a mencionar a opção pública.

 

Os republicanos, no entanto, não parecem convencidos. Eles concordam que o sistema de saúde precisa de uma mudança, mas afirmam que os planos de Obama são caros demais e não vão funcionar. Para o senador Orrin Hatch, por exemplo, uma alternativa a uma reforma ampla seria o fornecimento de subsídios para os cerca de 15 milhões de norte-americanos que dizem realmente não poder pagar por um seguro.

 

Enquanto isso, Obama tem trabalhado para animar seu aliados em torno de sua proposta de reforma e para persuadir aqueles que já têm seguro de que a mudança é tão vital para eles quanto para os que não têm cobertura. Nos bastidores, a equipe do presidente e congressistas democratas estão em negociações intensas para se tentar encontrar uma fórmula que seja aprovada no Congresso, com ou sem apoio dos republicanos. As informações são da Associated Press.

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