Casa Branca pede que proibição de homossexuais no Exército seja mantida

Advogado federal justifica que anulação da lei poderia causar transtornos às Forças Armadas

Efe

11 de novembro de 2010 | 04h34

WASHINGTON - O governo dos EUA pediu na quarta-feira, 10, ao Supremo Tribunal que mantenha a lei que impede a integração de soldados assumidamente homossexuais às Forças Armadas, ao manifestar que é o Congresso que deve mudar a lei, não os tribunais.

O advogado do Estado, Neal Katyal, pediu que a máxima instância judicial do país não volte a instaurar a decisão da juíza federal Virginia Phillips, que em 12 de outubro ordenou que o Exército americano deixasse de aplicar a lei, um mês após declarar a medida inconstitucional.

Dois dias depois, o governo dos EUA apresentou um recurso para adiar o bloqueio da lei e um tribunal federal de apelações decidiu pela continuação da vigência da lei por prazo indefinido.

O presidente Barack Obama quer que o Congresso anule a lei, conhecida como "Don't Ask, Don't Tell" ("Não Pergunte, Não Conte", em tradução livre) e aprovada por Bill Clinton em 1993, mas considera que um repentino mandamento judicial causaria grandes contratempos ao Exército. O Departamento de Defesa deverá finalizar um estudo sobre o tema no começo de dezembro.

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