Casal Clinton ainda tem influência, dizem analistas

Para especialistas, indicação de Obama não reduz importância do casal Clinton no Partido Democrata

Caio Quero, do estadao.com.br,

03 de junho de 2008 | 22h26

A vitória do senador Barack Obama na corrida pela indicação democrata à Casa Branca não significa que o casal Clinton tenha perdido a influência no Partido Democrata, dizem analistas consultados pelo portal estadao.com.br  Veja também:Profª. Cristina Pecequilo fala da importância de Hillary Prof. Sean Purdy avalia as diferenças entre Obama e McCain Hillary admite ser vice na chapa de Obama Trajetória de Obama em imagens Cronologia da disputa entre Hillary e ObamaConheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA Confira a disputa em cada Estado Acompanhe a disputa entre os pré-candidatos  "Mesmo com a vitória de Obama, não podemos descartar a influência de Hillary no equilíbrio ou desequilíbrio do partido', explica Cristina Soreanu Pecequilo professora de Relações Internacionais da UNESP. Para ela, a candidatura de Obama pode significar um novo caminho para o partido, diferente da Era Clinton, mas isto não quer dizer que Obama possa dispensar o apoio de Hillary. "Se Hillary não se envolver na candidatura de Obama, dificilmente vai haver uma transferência do eleitorado que ela conquistou para o senador", diz. Em uma reunião com parlamentares em Nova York nesta terça-feira, 3, Hillary se disse "disposta' a ser candidata à vice-presidente em uma chapa encabeçada por Obama. Para Sean Purdy, professor do Departamento de História da USP, no entanto, Obama deve escolher um latino para ser candidato à vice, como Bill Richardson, governador do Novo México.  "Mas os Clinton ainda não terminaram. É muito provável que um dos dois tenham cargos importantes em um eventual governo de Obama". McCain x Obama  Para Sean Purdy, não é possível apontar, por enquanto, grandes diferenças entre um eventual governo de Obama e um do republicano John McCain. "A diferença entre democratas e republicanos não são tão profundas em termos de economia e política externa", diz o professor, que classifica os dois partidos como "centro direita".  Segundo Purdy, Obama se aproximou de posições republicanas em muitos aspectos. "Durante as primárias, Obama mudou diversas vezes de posição em questões como a guerra contra o terrorismo e o fim do embargo à Cuba", diz. Cristina Pecequilo acredita que a campanha nacional tende a ser difícil para Obama. "Apesar de McCain ter afirmado que não faria uma campanha 'suja' contra Obama, nós temos setores do partido republicano que não vêem com bons olhos a candidatura. Esses grupos tendem a fazer uma campanha mais pesada."

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