Casal Obama tem recepção real no Palácio de Buckingham

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi recebido com uma salva real de 41 tiros de canhão no Palácio de Buckingham nesta terça-feira, no início de uma visita de Estado de dois dias que visa assegurar que EUA e Grã-Bretanha conservem o caráter "especial" de seu relacionamento.

JEFF MASON E STEVE HOLLAND, REUTERS

24 de maio de 2011 | 12h49

A família real britânica, que recentemente encantou o mundo com o casamento do príncipe William com Kate Middleton -- os novos duque e duquesa de Cambridge -- proporcionou a Obama e sua mulher, Michelle, um gostinho da pompa e circunstância do palácio.

Canhões cerimoniais dispararam 41 tiros enquanto a rainha Elizabeth, seu marido, o príncipe Philip, o príncipe herdeiro Charles e sua mulher, Camilla, a duquesa de Cornwall, escoltaram os Obama até o terraço oeste do palácio para a cerimônia formal de sua chegada.

Obama está na segunda escala de um giro por quatro países europeus, após ter chegado da Irlanda na noite de segunda-feira. Depois ele participará de uma cúpula do G8 em Deauville, na França, na quinta-feira, e terminará a semana na Polônia.

Embora tenha negócios sérios a tratar em suas discussões com líderes mundiais, Obama passou a terça-feira acostumando-se com o Palácio de Buckingham, em apenas a segunda visita de Estado na história já feita à Grã-Bretanha por um presidente norte-americano. A primeira foi feita por George W. Bush em 2003.

No gramado do palácio, Obama acompanhou o príncipe Philip em uma inspeção cerimonial de um regimento da Guarda Escocesa.

Antes da cerimônia, a rainha e o príncipe Philip mostraram aos Obama a suíte belga de seis cômodos onde eles vão passar duas noites. A suíte foi usada pela última vez por William e Kate na noite de seu casamento, em abril.

Os Obama tiveram um encontro reservado com os recém-casados, que não participaram da cerimônia de chegada.

Mais tarde, após o almoço no palácio, Obama pretendia depositar uma coroa de flores na abadia de Westminster, reunir-se com o primeiro-ministro David Cameron à tarde e participar de um jantar de Estado presidido pela rainha.

"RELACIONAMENTO ESSENCIAL"

Embora os dois governos tenham algumas diferenças sobre questões como a Líbia, por exemplo -- na qual Obama é visto como mais lento que os europeus na batalha --, o presidente e Cameron destacaram o caráter singular das relações entre EUA e Grã-Bretanha em um artigo de opinião publicado no The Times de Londres.

"Um relacionamento não apenas especial, mas essencial", escreveram. "Não é apenas o fato de a história nos unir. Quer seja travando guerras ou reconstruindo a economia, nossas necessidades e crenças são as mesmas."

Obama e Cameron devem anunciar a formação de um conselho de segurança nacional americano-britânico para trabalhar sobre desafios internacionais e compartilhar inteligência, disse um funcionário da administração Obama.

O conselho não teria sido idealizado em resposta a qualquer questão isolada, mas vai possibilitar "uma abordagem mais guiada e coordenada para analisar os desafios para além do horizonte que poderemos enfrentar no futuro".

Na década passada, Londres foi a única aliada de peso de Washington no Iraque. A Grã-Bretanha tem o segundo maior contingente no Afeganistão, depois do Iraque, e, mais recentemente, os dois países, mais a França, vêm liderando ataques aéreos do Ocidente na Líbia.

(Reportagem adicional de Keith Weir)

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