Caso de racismo em universidade dos EUA provoca indignação

Forca deixada em gabinete de professora negra da Columbia University acende debate; polícia procura autores

Associated Press e Agência Estado,

10 de outubro de 2007 | 15h09

A cúpula da Universidade de Columbia pretende realizar nesta quarta-feira, 10, uma reunião extraordinária com professores e alunos para discutir a descoberta de uma forca na porta do escritório de uma professora afro-americana. O reitor Lee Bollinger qualificou o incidente como "um ataque" contra toda a instituição acadêmica. A polícia começou a investigar o incidente depois de que uma forca foi encontrada cravada na porta do escritório da professora negra na terça-feira. Inicialmente, a universidade não revelou qual professora era o alvo do ataque, mas a imprensa nova-iorquina divulgou que seria Madonna Constantine. Constantine é uma professora de psicologia e educação. Ela é autora, inclusive, de um livro que discute formas de combate ao racismo e de fomentar a competição cultural nas instituições de ensino. A forca tem um significado doloroso para muitos americanos, pois simboliza os linchamentos dos negros no sul do país, que persistiram até as duas primeiras décadas do século 20.  "Trata-se de um ataque contra os afro-americanos e, portanto, de um ataque contra todos nós", declarou Bollinger. Alguns alunos disseram que Constantine ministra um curso sobre justiça racial.

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