Cerimônias e nova gravação de Bin Laden marcam 11/9

Em Nova York, americanos fizeram homenagem no exato momento em que o primeiro avião atingiu o WTC

Agências internacionais,

11 de setembro de 2007 | 10h50

Americanos de várias partes dos Estados Unidos realizaram um minuto de silêncio nesta terça-feira, na hora e no lugar do primeiro ataque de 11 de setembro de 2001, marcando o sexto aniversário de um dia lembrado com pesar e solenidade no país.   Veja também: Doentes, heróis reclamam de abandono  ''EUA erram ao reduzir Al-Qaeda a Bin Laden'' Novo vídeo de Bin Laden elogia suicida do 11/9 Eleições e saúde de bombeiros politizam evento Galeria de fotos dos 6 anos do atentado Trecho do novo vídeo para download  Países europeus sofrem ameaça de atentado Os maiores ataques da Al-Qaeda desde 11/9   Mas, enquanto os EUA lembravam os mortos, a rede terrorista Al-Qaeda, responsável pelos ataques, divulgou um novo e perturbador vídeo, com imagens de um dos suicidas que participaram do atentado. Na semana passada, o líder do grupo, Osama bin Laden, também fez circular uma gravação na qual convocava os americanos a converterem-se ao islamismo a fim de evitar a guerra.   Em discurso proferido no "Ground Zero", onde a torres gêmeas do World Trade Center costumavam ficar antes de serem destruídas após o impacto de aviões seqüestrados, o prefeito Michael Bloomberg afirmou às famílias dos mortos que "ainda estamos aqui perto de vocês".   Choveu durante a melancólica cerimônia, na qual algumas pessoas usavam preto para lembrar as 2.750 pessoas mortas quando as torres ruíram, uma depois da outra. Os nomes das vítimas devem ser lidos em voz alta durante quatro horas.   Eventos semelhantes acontecem em Washington, onde o Pentágono foi atacado por um terceiro avião, e em Shanksville, Pensilvânia, onde um quarto avião caiu depois de os passageiros terem lutado contra os seqüestradores da Al-Qaeda.   Tocadores de gaita de fole, acompanhados pelo ressoar constante de um tambor, apresentaram-se em um parque nova-iorquino localizado perto do local do desastre, hoje um movimentado canteiro de obras.   O primeiro dos quatro minutos de silêncio a serem observados em Nova York aconteceu às 8h46 (9h46, horário de Brasília), hora do impacto do primeiro avião.   O 11 de setembro deste ano caiu em uma terça-feira, a primeira vez que isso acontece desde 2001. No total, 2.993 pessoas foram mortas nos ataques, incluindo os 19 seqüestradores dentro dos aviões.   Como Pearl Harbor   "Esse é o tipo de acontecimento do qual não conseguimos nos distanciar emocionalmente até que tenham partido todos os que viviam naquela época", afirmou Larry Sabato, diretor do Centro para Política da Universidade da Virgínia.   "Isso leva tempo. Foi só nos anos 1960 que conseguimos conversar sobre Pearl Harbor racionalmente, sem usar xingamentos para nos referirmos aos japoneses", afirmou, citando o ataque japonês contra a base norte-americana do Havaí, no dia 7 de dezembro de 1941.   E o 11 de Setembro tampouco pode ser afastado do jogo político, especialmente agora que o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani é pré-candidato à Presidência dos EUA.   Giuliani falará no evento realizado na cidade, mas prometeu que não politizará seu discurso.

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