Chanceler do Irã vai aos EUA, mas não prevê diálogo

O chanceler iraniano, Manoucher Mottaki, está em Washington para inspecionar a representação diplomática extraoficial do seu país na capital norte-americana, mas não há planos de que ele se reúna com funcionários do governo local, disse o Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta quarta-feira.

REUTERS

30 de setembro de 2009 | 16h56

Na véspera da importante reunião em Genebra, na Suíça, que marca a retomada do diálogo do Irã com grandes potências mundiais, o Departamento de Estado disse ter autorizado Mottaki a visitar a seção de interesses do Irã na Embaixada do Paquistão, que representa Teerã em Washington na ausência de relações diplomáticas formais.

"Eu não leria muita coisa a partir disso (...). Foi um pedido direto e o concedemos", disse o porta-voz P.J. Crowley a jornalistas, descartando a possibilidade de uma reunião com representantes do governo norte-americano.

Crowley também não quis vincular esse gesto à reunião de Genebra, descrita pelo presidente dos EUA, Barack Obama, como uma chance para que Teerã afaste as preocupações ocidentais de que o país estaria desenvolvendo armas nucleares.

Teerã nega ter tal intenção, alega que seu programa nuclear se destina apenas à geração de eletricidade com fins civis, e diz que jamais abrirá mão do seu direito legítimo de desenvolver a energia atômica.

O porta-voz norte-americano disse que, mais importante que a visita de Mottaki, é "ter o Irã amanhã em Genebra, e esperamos que sejam eles a oferecerem gestos de que estão prontos para tratar das preocupações que a comunidade internacional tem."

Mas uma fonte oficial dos EUA disse, sob anonimato, que é possível que a vista de Mottaki estabeleça um tom mais positivo para a reunião de quinta-feira, que envolve os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU --EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha-- mais a Alemanha.

Os EUA e outras potências sugerem que o Irã pode ser submetido a mais sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) se não agir com mais transparência sobre seu programa de enriquecimento de urânio.

(Reportagem de Arshad Mohammed)

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