Chicago é cidade mais estressante dos EUA; Miami a mais calma

Por Patricia Reaney

REUTERS

21 de outubro de 2009 | 14h13

NOVA YORK, 21 de outubro (Reuters Life!) - Você se esforça para alcançar um equilíbrio perfeito entre vida pessoal e trabalho? Se vive em Chicago, é pouco provável que consiga isso. Os moradores dessa cidade são os mais estressados dos Estados Unidos.

Uma pesquisa da Harris Interactive constatou que Chicago é a cidade mais estressada do país, seguida por Houston, Boston, Los Angeles e San Diego, enquanto Miami é a menos estressada, ao lado de Dallas/Fort Worth, Las Vegas, Cincinnati e Minneapolis.

"Isso se deve a uma combinação de diferentes fatores", disse à Reuters Regina Corso, porta-voz da Harris Interactive.

Apesar de sua concentração de políticos e lobistas, Washington ficou em 12o. lugar na pesquisa feita em 25 cidades, à frente de Nova York, a 17a. colocada, mas abaixo de Denver, San Francisco, Tampa ou Seattle na escala do estresse.

"Prevíamos uma ordem diferente", Corso admitiu. "Mas talvez as pessoas de Chicago estejam tentando fazer demais".

Ela atribui o baixo grau de estresse dos moradores de Miami à proximidade com o mar, o bom tempo e a atitude descontraída.

Quase três quartos dos norte-americanos entrevistados na pesquisa Barômetro de Equilíbrio de Vida, encomendada pela Princessa Cruises, disseram que não descobriram como equilibrar o trabalho e suas prioridades pessoais, mas 53 por cento acreditam que conseguirão fazer isso nos próximos cinco anos.

As pressões financeiras são a maior causa de estresse entre os 1.539 entrevistados. Em segundo lugar ficou a preocupação com a boa forma física, seguida por preocupações com o desemprego.

Embora mais de metade dos norte-americanos tenha dito que quer ganhar boa forma física, apenas 17 por cento recorrem aos exercícios físicos para aliviar o estresse. Os métodos mais usados para se acalmar ao final do dia são trocar de roupa, deitar-se, beijar o parceiro, brincar com um animal de estimação ou ler um livro.

Se tivessem a possibilidade de escolher um serviço gratuito por um mês, as pessoas optariam por um personal trainer mais do que por um organizador doméstico, massagista ou chef pessoal.

Muitas pessoas disseram que acham que se aposentar, mudar de trabalho, passar menos tempo no escritório ou conseguir mais ajuda no trabalho melhorariam seu equilíbrio de vida.

Vinte por cento dos norte-americanos, em sua maioria mulheres, disseram que seu parceiro contribui para elevar o nível de estresse. Os homens mostraram tendência maior a citar seu chefe, não a esposa.

"Acho que estavam sendo precavidos. Suas mulheres acabariam descobrindo o que responderam", disse Corso.

Tudo o que sabemos sobre:
EUACIDADESESTRESSE*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.