Associated Press
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China critica encontros entre assessores de Obama e dalai-lama

Governo chinês considera líder espiritual partidário do separatismo e tem pressionado contra visitas ao tibetano

Agência Estado,

15 de setembro de 2009 | 12h38

O governo da China expressou nesta terça-feira, 13, sua "firme oposição" a qualquer encontro entre funcionários estrangeiros e o líder espiritual tibetano, o dalai-lama. Altos funcionários da administração Barack Obama se encontraram com o líder espiritual na Índia, na segunda-feira.

 

"A posição da China sobre os temas relacionados ao Tibete é muito clara", disse um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores. "Nós nos opomos a qualquer encontro de funcionário estrangeiro com o dalai-lama." Segundo o porta-voz, os EUA sabem bem qual a posição chinesa sobre a questão.

 

Três altos funcionários da administração Obama, entre eles a assessora da Casa Branca Valerie Jarrett, reuniram-se com o dalai-lama na cidade de Dharamshala, no norte indiano. Um comunicado do governo tibetano no exílio informou sobre o fato, apontando que foram discutidas formas de Washington "auxiliar na resolução da questão tibetana".

 

O texto afirmava ainda que o dalai-lama estava "ansioso" para se encontrar com Obama em novembro, após uma viagem marcada do americano para a China.

 

Pequim considera o dalai-lama um "separatista", apesar das seguidas declarações do líder religioso de que busca mais autonomia, não a independência do Tibete. O regime chinês aumentou a pressão nos últimos meses para que líderes mundiais não se encontrem com o prêmio Nobel da Paz. Caso o encontro entre Obama e o dalai-lama ocorra, a China deve demonstrar firme desagrado, com isso inclusive podendo atrapalhar um pouco as relações bilaterais.

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