China e Rússia espionam como na Guerra Fria, dizem EUA

Semanas depois de acusação de espionagem chinesa, EUA defendem lei que preveniria invasão de sistemas

Agências internacionais,

18 de setembro de 2007 | 08h36

A China e a Rússia continuam espionando os Estados Unidos tanto quanto no período a Guerra Fria, segundo informações de um alto funcionário da inteligência americana. Os serviços de inteligência da Rússia e da China são os mais agressivos em reunir informações conta os protegidos sistemas americanos, instrumentos e projetos desenvolvidos, disse Mike McConnell em declarações que serão apresentadas ao Congresso americano nesta terça-feira, 18. McConnell assegurou ainda que os esforços de Pequim e mostrou são próximos dos níveis usados durante a Guerra Fria. A afirmação surge semanas depois de jornais do mundo todo publicarem informações de que piratas chineses, incluindo membros do Exército, atacaram os sistemas de alguns departamentos governamentais, como EUA, Reino Unido e Alemanha.De acordo com o diretor da Inteligência Nacional dos EUA, uma lei aprovada no mês passado expandindo o poder de espionagem dos EUA é necessária não só para prevenir ações terroristas, mas também se defender de seus adversários mais tradicionais, como os dois inimigos históricos dos americanos, disse "Serviços de inteligência estrangeiros preocupam-se com os planos, atividades e intenções de poderes externos e seus agentes e é necessário proteger a nação e preservar a segurança", afirmou.O Congresso americano aprovou em agosto um projeto antes de entrar no recesso de verão, impulsionados pelos alertas de McConnell de que era necessário fechar uma lacuna na lei da inteligência dos EUA. O ato aprovado também habilitaria agências a identificar células terroristas aguardando ordens nos Estados Unidos.Alguns magistrados têm agora uma segunda e mais complicada preocupação sobre a lei, que pode abrir espaço para que o governo intercepte ligações telefônicas e e-mails, atacando os princípios da liberdade civil.  O ato aprovado permite que o governo investigue, sem autorização judicial, todos os meios de comunicação conduzidos por qualquer pessoa que, por qualquer motivo, se oponha aos Estados Unidos.Invasão chinesaAs acusações de espionagem começaram no fim de agosto, quando a revista alemã Der Spiegel afirmou que "hackers" chineses invadiram os computadores do governo da Alemanha. Eles teriam utilizado "trojans" (programas que copiam dados pessoais e senhas). O jornal britânico The Guardian publicou que piratas chineses, entre eles membros do Exército, atacaram os sistemas de alguns departamentos governamentais. A denúncia do jornal veio dias depois de outro jornal britânico, o Financial Times, revelar que piratas de informática do Exército de Libertação Popular chinês (ELP), entraram na rede de um escritório serviço do secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates.O governo chinês negou as acusações e chamou de infundadas. "A China se opõe e proíbe quaisquer atos criminais atentando contra sistemas de computadores, incluindo ações de hacking", disse. "Nosso país está pronto para reforçar a cooperação com outros países, incluindo os EUA, na contenção de crimes virtuais." O Pentágono alertou no início deste ano que o exército chinês estaria usando o hacking como arma de ataque. Um documento da Defesa dos EUA citou exercícios militares de Pequim envolvendo "ataques preliminares contra redes de computadores inimigas".

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