CIA tem atuado na Líbia, diz NYT

Com OK de Obama, agentes se encontraram com rebeldes e reuniram informações sobre Kadafi

Reuters

30 Março 2011 | 17h09

Atualizada às 19h19

 

Agentes secretos da CIA, o serviço de inteligência dos EUA, têm atuado na Líbia  para reunir dados que possibilitaram ataques aéreos contra as forças do ditador Muamar Kadafi, informou nesta quarta-feira, 30, o jornal The New York Times.  Os espiões também se encontraram com líderes rebeldes. De acordo com a agência Reuters, a ordem foi dada pelo presidente Barack Obama há ao menos 15 dias.

 

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Membros do governo ouvidos pelo NYT disseram que os agentes não estão trabalhando de maneira próxima com os rebeldes que tentam derrubar Kadafi, mas tentam descobrir se o governo americano pode confiar neles e a quem são leais.

O trabalho da CIA consistiria também em identificar os depósitos de armamentos do ditador e a posição de tropas leais a ele em cidades líbias. Ainda segundo o jornal, os agentes contam com o auxílio do MI6, o serviço secreto britânico. Esse trabalho de inteligência, acrescenta o NYT, ajudaria a pressionar a deserção de membros do governo e do Exército líbio.

Publicamente, Obama se comprometeu a não enviar tropas terrestres à Líbia e garantiu que a meta da intervenção não é derrubar Kadafi militarmente.  Em entrevista à rede NBC na noite de terça-feira, o presidente disse que Kadafi "não tem o controle da maior parte da Líbia neste momento", acrescentando que os EUA não descartam a possibilidade de prover equipamento militar aos rebeldes. 

Obama assinou a ordem, conhecida como "decisão presidencial", nas últimas duas ou três semanas, segundo quatro fontes do governo familiarizadas com o assunto. Tais decisões são a principal forma de diretriz presidencial usada para autorizar operações secretas CIA. A agência e a Casa Branca se recusaram a comentar de imediato.

 

Os EUA participam da coalizão internacional que iniciou no dia 19 e março uma incursão militar sobre a Líbia autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, participou de um encontro com líderes mundiais em Londres na terça, onde, segundo fontes, teria sido discutida a possibilidade de se armas os rebeldes que tentam derrubar Kadafi.

 

Com Reuters

 

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