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CIA vai expor ao Congresso documentos sobre interrogatórios

O Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes havia informado que convocaria dois dirigentes do órgão para responder sobre a destruição de vídeos que mostravam os interrogatórios

EFE

21 de dezembro de 2007 | 00h51

A CIA (agência de inteligência americana) vai pôr à disposição de membros de um comitê do Congresso dos Estados Unidos os documentos relativos a interrogatórios de supostos terroristas. O Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes havia informado que convocaria dois dirigentes do órgão para responder sobre a destruição de vídeos que mostravam os interrogatórios. Uma fonte da CIA, citada pela imprensa americana, revelou que os documentos estão à disposição dos parlamentares nos escritórios da agência no estado da Virgínia. Silvestre Reyes, presidente do comitê, anunciou na quarta-feira que desejava apurar o que havia nos vídeos, quem na CIA e na Casa Branca sabia de sua existência e por que o Congresso não foi plenamente informado. Ele pretendia convocar para depor no dia 16 de janeiro o assessor jurídico do órgão, John Rizzo, e José Rodríguez, ex-diretor do Serviço Clandestino Nacional. Foi Rodríguez que ordenou a destruição dos vídeos, em 2002. Segundo o jornal "The New York Times", as imagens mostravam os interrogatórios a que foram submetidos Abu Zubaydah e Abd al-Rahim al-Nashiri, dois suspeitos de pertencer à rede Al Qaeda que estavam sob custódia da CIA. Nos interrogatórios teriam sido usados métodos rigorosos, como a asfixia simulada ("waterboarding"), que os grupos de defesa dos direitos humanos consideram como tortura. A destruição tem provocado intensos debates entre os legisladores, principalmente os democratas, assim como protestos de grupos de defesa dos direitos humanos. O presidente dos EUA, George W. Bush, insistiu nesta quinta-feira que até poucos dias atrás não sabia que a CIA tivesse destruído as gravações. Ele acrescentou que só voltará a comentar o tema após as investigações da Casa Branca e do Congresso. No início deste mês a CIA revelou que em 2005 tinha destruído as gravações em vídeo de centenas de horas de interrogatórios dos dois supostos membros da Al Qaeda, realizados em 2002. Segundo o "New York Times", altos funcionários da Casa Branca sabiam da existência dos vídeos e participaram das discussões sobre sua destruição.

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