Cidadão britânico deixará Guantánamo em breve, diz jornal

Dinyam Mohamed está em greve de fome há 20 dias em protesto contra o adiamento de sua libertação

Efe

17 de janeiro de 2009 | 13h57

Um dos últimos cidadãos britânicos que seguem presos em Guantánamo foi informado pelos Estados Unidos de que será libertado na próxima semana, conforme noticiou neste sábado, 17, o jornal The Independent.   Em um documento que leva data de 29 de dezembro, mas publicado somente nesta semana, Dinyam Mohamed, de origem etíope e com 38 anos, disse ter iniciado os trâmites da repatriação para o Reino Unido.   "Fontes dignas de confiança informação da minha saída de Guantánamo foi ordenada há várias semanas. É uma tática cruel suspender a minha saída até os últimos dias da atual administração (norteamericana). Faz tempo que deveria estar em casa", escreveu o prisioneiro.   Os advgados de Mohamed expressaram preocupação com seu estado de saúde depois de saberem que ele está há vinte dias fazendo greve de fome em protesto pelo adiamento de sua libertação.   Segundo Clive Stafford Smith, diretor do grupo de defesa dos direitos humanos Reprieve, os militares que governam Guantánamo colocaram obstaculos em seus esforços para conhecer alguns detalhes sobre o estado de saúde do prisioneiro.   Mohamed, a quem o Reino Unido concedeu status de refugiado em 1994, foi detido no Paquistão em 2002 e entregue às agências de serviço secreto britânico.   O etíope afirma que os norteamericanos o levaram a uma prisão no Marrocos, onde o torturaram antes de levá-lo a um centro de detenção dos Estados Unidos no Afeganistão.   Em 2004, ingressou em Guantánamo, e no ano passado foram julgadas improcedentes todas as acusações por terrorismo que tinha pendentes.   Mohamed acusa as autoridades britânicas que cumplicidade em sua entrega extrajudicial e suas torturas.   O governo de Londres afirma que só reconhece como residentes neste país dois dos 250 presos que seguem em Guantánamo: Mohamed e Shaker Aamer, de 41 anos, um saudita casado com uma britânica, de quem tem quatro filhos que vivem em Londres   O governo não reconhece como residente uma terceira pessoa: Ahmed Belbacha, de 39 anos, um argelino que viveu algum tempo em Londres.

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