Clinton debateu armas nucleares na Coreia do Norte, dizem EUA

Segundo conselheiro da Segurança Nacional, ex-presidente constatou que Kim Jong Il ainda está no poder

Associated Press,

10 de agosto de 2009 | 12h37

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, James L. Jones, disse neste domingo, 9, que o ex-presidente americano Bill Clinton discutiu o programa nuclear da Coreia do Norte com durante sua visita ao país nas reuniões com Kim Jong Il, na qual negociou a libertação de duas jornalistas americana.

 

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Jones disse que embora Clinton não tenha passado nenhuma mensagem oficial ou tenha feito promessas durante sua viagem ao país comunista, o ex-presidente constatou que o líder norte-coreano, embora com a saúde visivelmente fragilizada, ainda está à frente do programa nuclear do país.

 

Em um programa de entrevistas da televisão americana, Jones disse que Clinton "conseguiu tirar suas próprias conclusões da situação atual, que com certeza é a de fazer com que armas nucleares não apareçam na península coreana".

 

A Coreia do Norte desenvolveu capacidade para fabricar armas nucleares e testou dois dispositivos e alguns mísseis teoricamente capazes de carregar artefatos nucleares.

 

Jones disse que a Coreia do Norte afirmou desejar melhores relações e apoia apenas negociações com os EUA em vez de conversas multilaterais com os americanos, a Coreia do Sul, o Japão, a China e a Rússia. O conselheiro e a embaixadora da ONU, Susan Rice, disseram que os EUA estão prontos para retomar as negociações iniciadas no governo Bush.

 

Susan intimou os norte-coreanos a "assumir suas obrigações internacionais" e retomar as negociações multilaterais. "Nesse contexto, dissemos que estaríamos preparados para um diálogo direto", afirmou.

 

Clinton e Kim conversaram por mais de três horas, mas Jones disse que o norte-coreano não conseguiu nada na visita do americano além de uma foto. Na imagem, o líder comunista aparece mais magro e com aparência enfraquecida, o que aumenta os rumores de que estaria com graves problemas de saúde e levanta questões sobre quem seria seu sucessor.

 

"Clinton obviamente ouviu o que Kim tinha a dizer. E eu não quero entrar na discussão sobre como ou quanto isso nos ajuda a entender a Coreia do Norte, mas obviamente nós procuramos uma análise completa das observações e conclusões do que o ex-presidente nos trouxe", disse Susan.

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