Colégio público de Nova York terá clínica de reabilitação

Por Bernd Debusmann Jr.

REUTERS

09 de junho de 2011 | 15h49

NOVA YORK (Reuters Life!) - Uma clínica de reabilitação para abuso de drogas e álcool será aberta numa escola pública do ensino médio em Nova York, a primeira do tipo no Estado e possivelmente nos Estados Unidos.

Numa resposta aos altos índices de abuso de substâncias entre os estudantes, o colégio William Floyd High School, de Mastic Beach, em Long Island, abrigará a clínica a partir de agosto.

Ela será administrada pela rede de centros de reabilitação Daytop Treatment Services, sem custo para o distrito escolar. A clínica fornecerá aconselhamento, mas não poderá ministrar metadona nem outras drogas.

"O distrito escolar está sendo incrivelmente pró-ativo", disse a diretora de programas da Daytop, Caroline Sullivan. "Outras escolas podem ter programas de prevenção, mas essa é uma opção de tratamento pleno com tratamento feito no local."

O abuso de substâncias "aumentou exponencialmente" entre os 3.200 estudantes da escola e houve 38 audiências disciplinares relacionadas ao abuso de drogas e de álcool nos últimos dois anos, de acordo com os documentos apresentados pela Daytop ao Estado de Nova York.

A organização Partnership for a Drug-Free America disse que em todos os EUA há 19 "colégios de ensino médio sóbrios", significando que o corpo discente todo está ou em recuperação ou prometeu manter-se longe do álcool e das drogas.

Em Long Island, a clínica desse colégio de ensino médio típico é a primeira do tipo de Nova York e, aparentemente, não existem outras como essa no país, disse um porta-voz da Daytop.

Entre os clientes da clínica, estarão os estudantes que quiserem se tratar, os indicados pela escola para receberem o tratamento no lugar da suspensão e os alunos que, por ordem de um juiz, tiverem de ser tratar. Professores e funcionários não saberão quais estudantes estão envolvidos no programa, desenvolvido especialmente para jovens.

"Há pouquíssimos programas específicos para os jovens", afirmou Sullivan, apesar do fato de "os adolescentes começarem a usar muito mais cedo".

Sullivan disse que Daytop espera que programas similares sejam adotados por outras escolas com os mesmos problemas.

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