Com medo do furacão Gustav, Nova Orleans é evacuada

Furacão passou pela costa oeste de Cuba neste sábado; previsão é que tempestade chegue aos EUA na terça

Agências internacionais,

30 de agosto de 2008 | 22h45

O prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, ordenou que os moradores deixem a cidade a partir da manhã deste domingo, 31, em uma medida de prevenção contra o furacão Gustav, que deve atingir a costa da Louisiana nos próximos dias. É a primeira medida do tipo desde que o furacão Katrina atingiu a cidade, há três anos. Em pronunciamento, o prefeito chamou Gustav de 'A mãe de todas as tempestades'.   Veja também: Furacão Gustav encontra cidades cubanas abandonadas Gustav passa a categoria 4 e Cuba começa a ser evacuada Gustav mata 68 no Caribe e ameaça litoral dos EUA   Gustav despertou o fantasma do Katrina, cuja força fez com que a maré rompesse, em 2005, os diques de contenção e inundasse 80% de Nova Orleans. A cidade entrou em caos e o governo demorou vários dias para resgatar as vítimas. O furacão deixou uma conta de US$ 80 milhões, convertendo-se no desastre natural mais caro da história dos Estados Unidos. Cerca de 1.600 pessoas morreram com a passagem da tempestade.   Gustav atingiu Cuba neste sábado pelo oeste do país com ventos de 240 quilômetros por hora, o que o classifica como uma tempestade de categoria 4 na escala Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5. Meteorologistas acreditam que o furacão deve ganhar ainda mais força sobre as águas quentes do Golfo do México.   Assustados com as previsões de que o Gustav se converta em um furacão de categoria 5, cerca de um milhão de moradores da costa do Golfo do México deixaram a região, antes mesmo das ordens oficiais. A população usou ônibus, trens, aviões e carros, congestionando as estradas que saem de Nova Orleans.   Foto: AP As cidades cubanas também foram evacuadas neste sábado para diminuir as chances de a tempestade provocar vítimas, como aconteceu em outras ilhas caribenhas, onde o número de mortos chegou a cerca de 70. Alguns habitantes de zonas rurais envolveram suas casas com plásticos e mosquiteiros de proteção de tabaco para evitar a perda das telhas e vigas de seus tetos, enquanto outros salvavam seus animais ou esperavam a passagem do furacão em família.   O fornecimento de energia foi interrompido na cidade e o transporte público deixou de funcionar. Os vôos também foram suspensos no país. Com as evacuações, em Cuba, o número de vítimas pode ser baixo ou até mesmo nulo. Em certos momentos temos muita chuva, grande quantidade de árvores caídas e a colheita de banana está quase toda no chão", afirmou Noel Diaz, um funcionário do município de Pazo Quemado, na província de Pinar del Rio.

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