Com nome em lista de veto, criança é retirada de voo nos EUA

Pai acredita que família tenha sido discriminada por origem muçulmana

REUTERS

11 Maio 2012 | 14h24

NOVA YORK - Uma menina de um ano e meio de idade e seus pais foram retirados de um avião da JetBlue Airways na Flórida porque o nome da criança estava em uma lista de segurança de pessoas que não podem voar, o que foi considerado pela companhia aérea uma "falha de computador".

Uma porta-voz da JetBlue disse nesta sexta-feira, 11, que a companhia estava investigando o incidente de 8 de maio no aeroporto de Fort Lauderdale e pediu desculpas à família de Nova Jersey, que é de descendência do Oriente Médio.

"Acreditamos que esta foi uma falha de computador", afirmou a JetBlue em comunicado. "Nossos tripulantes seguiram os protocolos apropriados, e pedimos desculpas à família envolvida nessa circunstância lamentável."

A Administração de Segurança do Transporte dos EUA (TSA) foi chamada ao portão de embarque pela empresa aérea e, depois de uma breve entrevista com os pais da menina e confirmação através do seu sistema de veto, "determinou que a companhia aérea tinha erroneamente indicado que a criança estava em uma lista de vigilância do governo", afirmou um porta-voz da TSA.

A TSA disse que a família foi autorizada a voltar ao avião, mas os pais disseram a uma emissora de televisão local que se sentiram humilhados e desconfortáveis em voar para casa no mesmo avião.

"Fomos colocados em exposição como um número de circo porque a minha esposa usa um hijab (véu)", contou o pai da criança à WPBF 25 News, afiliada local da ABC, em West Palm Beach. Ele acrescentou que achava que sua família foi vítima do problema porque sua ascendência é do Oriente Médio.

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