Comandante alerta contra retirada apressada dos EUA do Iraque

O general Joseph Fil, que estádeixando o cargo de comandante das forças dos EUA em Bagdá,alertou na segunda-feira contra uma retirada apressada,alegando que as forças iraquianas não estão preparadas paraassumir responsabilidades. Fil se disse confortável com o atual plano, que prevê aretirada de 20 mil tropas de combate --um oitavo do totalatual-- da zona de guerra até meados de 2008. Mas qualquer aceleração da retirada, como propõem algunsparlamentares dos EUA, coloca em risco os ganhos obtidos nasegurança, disse Fil a jornalistas por teleconferência, deBagdá. "Está claro que retirar rapidamente demais, antes que osiraquianos possam realmente assumir essas áreasindependentemente, seria muito arriscado, e há algumas áreas nacidade onde esse ponto fracassaria", disse Fil. "Elessimplesmente não estão prontos para ficarem de pé inteiramentepor conta própria." Fil, cuja divisão volta neste mês ao Texas, disse que osataques caíram 80 por cento em Bagdá desde novembro de 2006--sendo uma redução de 90 por cento nos homicídios e 70 porcento nos carros-bomba. A melhora, segundo ele, está diretamente ligada ao envio de30 mil soldados adicionais neste ano. Apesar disso, ainda há ataques. No sábado, por exemplo,duas bombas em calçadas feriram dois civis e dois policiais. As pesquisas mostram que a maioria dos norte-americanosgostaria que a desocupação fosse mais rápida. Esse deve ser umdos grandes temas na campanha eleitoral para a Presidência em2008. Além dos 20 mil soldados a serem retirados até meados de2008, o secretário de Defesa, Robert Gates, já anunciou que temesperanças de que outros 20 mil sejam retirados até janeiro de2009. Os democratas têm uma proposta para retirar a maior partedos 160 mil soldados até dezembro de 2008. Fil disse que a Al Qaeda e milícias xiitas não controlammais nenhuma área na capital iraquiana, mas ainda planejam econduzem operações em alguns bairros. "Não há lugar onde a Al Qaeda possa andar livremente,nenhum bairro, nem mesmo uma rua sequer. Mas direi que hámuitas partes da cidade onde eles espreitam às sombras, ondetrabalham discretamente, secretamente, e acho quedeterminadamente para retomar o poder e ainda continuam seusataques." Segundo o general, entre os bairros em que há presença daAl Qaeda estão Mansour (zona oeste) e Rashid (zona sul). (Reportagem adicional de Susan Cornwell)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.