Combate ao Estado Islâmico deve custar U$2,4 bilhões ou mais por ano aos EUA

Os esforços militares dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico já custaram quase 1 bilhão de dólares e devem ficar entre 2,4 e 3,8 bilhões de dólares por ano se as operações aéreas e terrestres continuarem no ritmo atual, segundo a análise de um centro de estudos.

DAVID ALEXANDER, REUTERS

29 de setembro de 2014 | 19h58

Mas uma intensificação, incluindo mais ataques aéreos e um reforço significativo nas forças terrestres, pode fazer os gastos dispararem e ficarem entre 13 e 22 bilhões de dólares anuais, afirmou o estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Centro de Avaliações Estratégicas e Orçamentárias, uma entidade não partidária.

“Os custos futuros dependem em grande medida do quanto as operações irão durar, do nível de prontidão das operações aéreas e do emprego ou não de forças terrestres adicionais para além do já planejado”, declarou o relatório elaborado por Todd Harrison e outros analistas.

O secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, disse aos repórteres na semana passada que o Pentágono gastou aproximadamente entre 7 e 10 milhões de dólares por dia nas operações contra o Estado Islâmico desde 16 de junho, quando seu país mobilizou tropas pela primeira vez para avaliar os militares iraquianos e aconselhar seus líderes.

Os Estados Unidos iniciaram seus ataques aéreos contra os militantes do Estado Islâmico no Iraque em 8 de agosto e os estenderam à Síria em 22 de setembro. As forças da coalizão realizaram 290 incursões aéreas nos dois países, das quais os militares norte-americanos executaram 265.

Os aviões dos EUA estão realizando cerca de 60 voos de reconhecimento por dia, e cerca de 1.600 soldados norte-americanos estão atuando em solo iraquiano.

A análise do centro de estudos estimou o custo das operações contra o Estado Islâmico até o dia 24 de setembro em algo entre 780 e 930 milhões de dólares, valor aproximado à estimativa diária de Hagel.

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