Comitê da Câmara dos EUA aprova projeto sobre energia limpa

Meta de redução foi alterada de 20% para 17%, até 2020, pela Câmara dos Representantes dos EUA

Efe,

22 de maio de 2009 | 01h51

O Comitê de Energia e Comércio da Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira, 22, um projeto de lei sobre energia concebido para reduzir os gases estufa através da aplicação de limites à emissão de poluentes.

 

A aprovação por 33 votos a favor e 25 contra foi aplaudida pelo presidente Barack Obama, que afirmou que é mais um passo no cumprimento da promessa de criar uma economia de energia limpa.

 

O projeto de energia limpa, que usará principalmente fontes renováveis como energia solar, eólica e termal, reduzirá a dependência dos EUA do petróleo estrangeiro, aplicará medidas contra os poluentes e criará milhões de novos empregos, indicou. "É histórico, por fornecer incentivos à energia limpa que

estimulem a inovação e ao mesmo tempo por reconhecer as preocupações das indústrias e regiões do país", acrescentou Obama em comunicado.

 

A iniciativa tem como objetivo reduzir as emissões poluentes de usinas energéticas, refinarias e do setor do transporte, e obrigaria algumas indústrias a pagar por permissões especiais para sua Operação.

 

No entanto, a proposta foi criticada pelo setor empresarial, incluindo o de serviços públicos, a siderurgia, o setor automotivo e as refinarias, que assinalam que essas permissões devem ser Gratuitas.

 

Em uma aparente concessão diante dessas pressões, o comitê concordou em reduzir os objetivos da redução das emissões poluentes.

 

Em vez dos 20% em comparação com os níveis de 2005 para 2020, como propôs o governo, os membros do comitê fixaram uma redução de 17%. O projeto aprovado no comitê também reduziria as emissões em 42% para 2030 e em 83% para 2050.

 

A concessão foi criticada por grupos ambientalistas como o Greenpeace, que assinalaram após a aprovação que foi um triunfo da política sobre a ciência e da influência industrial sobre o

interesse público.

 

A iniciativa deverá ser aprovada pelo plenário da Câmara e pelo Senado antes de ser enviada ao presidente Obama para sua promulgação.

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