Condenado à pena capital pede para ser fuzilado e Justiça dos EUA nega

Crime foi cometido antes de fuzilamento ser proibido no estado de Utah

Efe e AP,

17 de junho de 2010 | 22h40

WASHINGTON- O Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira, 17, a apelação de advogados de um preso condenado à pena de morte para ser fuzilado, método de execução que não é usado no país desde 1996.

 

A execução de Ronnie Lee Gardner ocorreria às 3h de Brasília desta sexta-feira, 18, no estado de Utah, mas foi vetada quando um tribunal de apelações de Denver, no Colorado, negou autorizá-la em uma decisão apoiada pelo governador de Utah, Gary Herbert.

 

Este tipo de execução foi eliminado da lei deste estado do noroeste dos EUA em 2004, mas Gardner foi sentenciado por matar o advogado Michael Burdell muitos anos antes, em 1985, quando tentou escapar durante uma audiência judicial na qual era acusado de roubo e homicídio.

 

A Procuradoria do estado afirmou que se pode argumentar que Gardner não tem o direito de substituir a injeção letal pelos disparos, mas que foi decidido não desrespeitar sua escolha.

 

Seu fuzilamento seria o terceiro na história americana desde que o Supremo Tribunal voltou a aplicar a pena capital, em 1976.

 

Os dois anteriores também ocorreram em Utah, único estado que manteve legal a escolha entre a injeção letal e disparos até 2004, quando eliminou a lei devido às críticas e publicidade que este tipo de execução gera.

 

Gardner escolheu este método porque acredita que ele é mais humano, segundo afirmou seu advogado, Andrew Parnes. O último fuzilado, John Albert Taylor, escolheu morrer dessa forma para envergonhar as autoridades.

 

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