Ron Sachs/Efe
Ron Sachs/Efe

Confiança em Obama é a menor desde o início do mandato, diz pesquisa

Enquete do 'Washington Post' aponta que seis em cada dez americanos não confia no presidente

estadão.com.br

13 de julho de 2010 | 14h54

WASHINGTON - A confiança dos americanos no presidente Barack Obama chegou ao seu menor nível desde que o democrata chegou ao poder, em novembro de 2008, aponta uma pesquisa realizada pelo jornal Washington Post divulgada nesta terça-feira, 13.

 

A quatro meses das eleições parlamentares que definirão o apoio da segunda metade de ser mandato, quase seis em cada dez eleitores dizem não ter fé nas decisões do presidente para os EUA, e uma grande maioria desaprova o modo como ele gere a economia americana.

 

Segundo a pesquisa, 42% dos eleitores dizem confiar nas decisões que Obama toma pelos EUA, enquanto 58% diz não confiar. No início de seu mandato, a proporção era inversa - o presidente inspirava confiança em seis de cada dez americanos.

 

As piores avaliações e Obama vêm no campo econômico, na administração do déficit, pela qual apenas 40% aprova sua gestão, contra 56% que desaprova. Quanto à sua iniciativa da reforma da saúde, o presidente ganha o respaldo de 45%, praticamente o mesmo nível de aprovação pela regulação da indústria financeira.

 

Republicanos e democratas

 

As eleições para o Senado americano ocorrerão no dia 2 de novembro e os democratas desejam manter a maioria na casa legislativa. A pesquisa do Post, porém, mostra que apenas 26% dos eleitores deseja votar novamente no mesmo partido, seja nos republicanos ou nos democratas, e que 62% estão propensos a votar em um candidato diferente.

 

Os democratas, porém, têm a preferência dos eleitores na gestão da economia, o principal fator de descontentamento da administração de Obama. Entre o grupo de eleitores que tem certeza que irá votar, porém, os republicanos levam uma pequena vantagem. Enquanto 39% prefere a política democrata para a economia, 40% prefere os republicanos. Cerca de 17% disse não confiar em nenhum dos lados.

 

A pesquisa entrevistou 1.288 pessoas entre a quarta-feira e o domingo. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.

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