Confiança em Obama não é abalada após escândalos no gabinete

Pesquisa aponta que, para 58%, controvérsias com nomeados é parte normal do preenchimento de cargos

Agências internacionais,

06 de fevereiro de 2009 | 10h10

O presidente Barack Obama enfrentou nesta semana revelações embaraçosas sobre a escolha de indicados para o gabinete, admitindo até que 'pisou na bola'. Já são quatro os nomeados do governo Obama que tiveram envolvimento com sonegação de impostos, dos quais dois renunciaram aos cargos na terça-feira. Porém, segundo uma pesquisa do instituto Gallup divulgada nesta sexta-feira, 6, o apoio do povo americano foi pouco abalado. Um em cada cinco afirmam que estão menos confiantes com os padrões éticos de Obama e sua habilidade em governar; a grande maioria diz que está "mais confiante" nos dois aspectos.   Veja também: Problemas com o fisco atingem o 4º indicado de Obama   A média de aprovação do governo Obama, avaliada no início de fevereiro, é de 65%. A maior parte dos que diminuíram a confiança no presidente são republicanos. A pesquisa apontou que 58% dos americanos afirmaram que as controvérsias são "parte normal do processo de preenchimento de altas posições do governo em qualquer administração". Apenas metade deste número, 29%, pensam que os problemas refletem uma fraqueza da administração Obama, afirmando que o governo "parece ter mais problemas para preencher o gabinete do que é típico para uma nova administração". Doze por cento afirmaram que não tem opinião sobre o assunto.   Pelo menos metade dos americanos consultados pela pesquisa afirmam que Obama fez progressos em suas promessas de mudança nos trabalhos de Washington (50%) e em limitar a influência de lobistas em sua administração (53%). Antes da derrocada fiscal dos indicados, havia causado mal-estar a leniência de Obama com lobistas, depois de ter baixado uma ordem executiva estabelecendo duras regras contra a influência do lobby na Casa Branca.   O vice-secretário de Defesa, William Lynn, teve de receber uma dispensa do cumprimento das novas regras de ética, pois era lobista da Raytheon, fornecedor da secretaria, o que em tese o impediria de servir no governo. O enviado especial ao Oriente Médio, George Mitchell, não era um lobista registrado, mas atuava numa área cinzenta de consultoria - venda de influência para empresas. E o chefe de gabinete de Tim Geithner no Tesouro era lobista da Goldman Sachs.   A pesquisa consultou 1,012 pessoas por telefone em todo o país, com o idade acima de 18 anos. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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