Confirmadas cinco mortes em queda de ponte nos EUA

Quatro vítimas do desmoronamento de quarta-feira foram identificadas; democratas culpam Bush por omissão

Agências internacionais,

03 de agosto de 2007 | 09h57

Autoridades dos Estados Unidos confirmaram na manhã desta sexta-feira, 3, que subiu para cinco número de vítimas da queda da ponte em Minneapolis, Minnesota. Outras quatro já haviam sido confirmadas na quinta-feira e é esperado que o número de fatalidades suba conforme as equipes de resgate avancem nos trabalhos.  Veja Também Assista a imagens da ponte desabandoResgaste suspende buscas por sobreviventes no MississipiColapso da ponte sobre o Mississippi começa a ser investigado A procura pelos corpos no Rio Mississipi foi cuidadosamente reduzida, já que seria muito perigoso para os mergulhadores trabalhar no escuro em meio aos escombros. Pelo menos 15 homens trabalham no local e já encontraram 11 veículos. Quatro das cinco vítimas já foram identificadas. Elas são Sherry Lou Engebretsen, de 60 anos; Julia Blackhawk, 32 anos; Patrick Holmes, de 36 anos e Artemio Trinidad-Mena, 29 anos. Carros com vítimas são retirados do rio, enquanto os vazios são enumerados e colocados na margem do Mississipi. Oficiais confirmam que 79 pessoas foram feridas no desabamento. "Nós não sabemos quantos veículos estão submersos e nem quando teremos equipamento adequado para retirá-los", disse o governador do Estado, Tim Pawlenty, na quinta-feira. A secretária nacional de transportes dos EUA, Mary Peters, pediu na quinta-feira que todos os Estados inspecionem imediatamente todas as pontes semelhantes. Existem cerca de 750 por todo o país. A ponte interestadual 35W desabou na quarta-feira por volta das 18h05 (20h05, horário de Brasília), caindo no rio, em suas margens e em uma outra estrada. Toneladas de concreto desabaram junto aos carros. Segundo Pawlenty, um relatório de 2005 do Departamento de Transportes fazia críticas à ponte, apontando "deficiências estruturais" e recomendando sua substituição.  Um estudo realizado pelo Departamento de transportes de Minnesota em 2001 apontou sérios problemas na estrutura da ponte. Dois anos depois, o Departamento Nacional de Transportes americano reconheceu que a ponte era "estruturalmente deficiente". Numa escala de 0 a 9, a superestrutura da ponte recebeu nota 4.  Acusação democrata A Casa Branca confirmou na quinta-feira que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, viajará no sábado ao local e um dia antes sua esposa, Laura Bush, se deslocará para o lugar para visitar aos feridos e familiares das vítimas fatais. "Uma ponte nos Estados Unidos não pode cair. Temos que chegar ao fundo disto", manifestou a senadora democrata pelo estado de Minnesota, Amy Klobuchar, em entrevista coletiva em Mineápolis. Além disso, o governador de Nova Jersey, Jon Corzine, ordenou a inspeção dos 6.400 pontes no estado para verificar que são seguras para os cidadãos.  "Quero ter certeza de que as condições de todas nossas pontes estão sendo monitoradas. Se há alguma ponte insegura, deve ser fechada. A segurança em primeiro lugar", disse o governador durante uma visita a um asilo para idosos. James Oberstar, membro democrata da Câmara de Representantes e do Comitê de Transporte e infra-estrutura do Congresso, culpou a Casa Branca por reduzir os fundos solicitados há dois anos para melhorar pontes e estradas do país. Oberstar disse que o presidente Bush "não apoiou um bom investimento no transporte terrestre" ao insistir em que se alocasse apenas US$ 2 bilhões na reconstrução de pontes em vez dos US$ 3 bilhões solicitados.

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