Congressistas americanos propõem retorno à Lua até 2022

Legisladores consideram esta proposta como uma maneira de promover o comércio e a ciência, bem como um trampolim para a prospecção de Marte e outros planetas

29 de abril de 2011 | 03h59

WASHINGTON - Um grupo de congressistas que reivindica a liderança dos Estados Unidos no espaço apresentou um projeto de lei para que o homem volte à Lua até 2022, para promover a prospecção, o comércio e a ciência.

O congressista republicano Bill Posey submeteu à tramitação parlamentar o projeto de lei H.R. 1641 "Reafirmando a liderança americana no espaço", que está disponível para consulta pública no site do Congresso.

 

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Apelidado de projeto de lei para voltar à Lua, o texto indica que a Nasa deve voltar à Lua até 2022 e desenvolver ali uma presença humana.

Os legisladores consideram esta proposta como uma maneira de promover o comércio e a ciência, bem como um trampolim para a prospecção de Marte e outros planetas.

Os copatrocinadores do projeto de lei foram os congressistas republicanos Rob Bishop, Pete Olson e Frank Wolf (presidente da subcomissão de verbas de Comércio, Justiça e Ciência) e a democrata Sheila Jackson-Lee. Todos eles representam estados com interesses econômicos na indústria espacial.

O presidente americano, Barack Obama, decidiu acabar em 2009 com o programa Constellation, o plano da Nasa de voltar à Lua, depois que a comissão independente Augustine advertiu que seriam necessários gastos extras de US$ 55 bilhões.

O programa Constellation foi anunciado em 2004 pelo então presidente George W. Bush, cujo objetivo era iniciar os preparativos para o retorno da Lua em 2020, quando o satélite natural da Terra deveria, segundo os planos iniciais, ser utilizada como plataforma para missões a Marte.

No entanto, os planos de Bush para sua visão do que deveria ser a prospecção espacial das próximas décadas não estabeleceram um orçamento definido, segundo a comissão Augustine.

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