Congresso americano aprova lei de escutas telefônicas

Medida autoriza a implantação de grampos para o combate ao terrorismo; projeto deve passar pelo Senado

Associated Press,

20 de junho de 2008 | 14h54

O Congresso americano aprovou facilmente nesta sexta-feira, 20, o projeto de lei sobre escutas telefônicas que estabelece novas regras de segurança para as companhias de telecomunicações e impede que elas sejam processadas. A medida ainda autoriza a implantação de grampos telefônicos, com o objetivo de combater o terrorismo.   Veja também: Suécia aprova lei para monitorar ligações e e-mails Ministro diz que maioria dos italianos é espionada   Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o governo iniciou um programa de escutas sem autorização judicial, o qual foi suspenso em janeiro de 2007 depois que o jornal The New York Times informou da existência dessa prática, em dezembro de 2005.   Desde então, cerca de 40 processos foram movidos contra companhias telefônicas por grupos ou cidadãos que consideram ilegal o monitoramento do governo Bush em suas ligações ou e-mails.   O presidente americano George W. Bush pediu a aprovação da medida nesta sexta. "Isso ajudará que os profissionais da nossa inteligência descubram os planos de novos ataques de nossos inimigos", declarou, horas antes da votação.   A passagem da lei pelo Congresso marca o começo do fim de um longo embate entre democratas e republicanos sobre as regras para as escutas telefônicas nos EUA. No Senado, espera-se que o projeto também seja aprovado facilmente, talvez na próxima semana, antes do Congresso fazer uma pausa para o feriado da independência americana, em 4 de julho.   Críticos também alegam que a privacidade dos americanos que se comunicam com pessoas no exterior também não está devidamente resguardada. A lei permitirá ainda que o governo escute chamadas para o exterior sem a aprovação da Corte - ação que, segundo os opositores da lei, poderá incluir ligações de cidadãos inocentes.

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