Congresso dos Estados Unidos aprova gasto bélico

A lei de política militar destina mais verbas para a guerra do Iraque e a ampliação do Exército

REUTERS

14 de dezembro de 2007 | 18h00

O Congresso dos EUA aprovou nasexta-feira mais verbas para a guerra do Iraque e a ampliaçãodo Exército, mas estabeleceu condições para a construção doescudo antimísseis na Europa. A lei de política militar, já aprovada na Câmara, passou noSenado e agora vai à sanção do presidente George W. Bush. Elaautoriza programas do Pentágono orçados em 506,9 bilhões dedólares no ano fiscal de 2008, que começou em outubro. Além disso, a lei também autoriza 189,4 bilhões de dólarespara as guerras do Iraque e do Afeganistão -- que se somam acerca de 600 bilhões aprovados previamente. Mas a liberação daverba ainda fica condicionada a uma lei orçamentária que éobjeto de intenso debate. A nova lei amplia o Exército em 13 mil soldados, atingindoum total de 525,4 mil, e garante mais vistos de imigração parairaquianos que tenham trabalhado para os EUA e por isso estejamameaçados. O Congresso exigiu que Polônia e República Tcheca dêem sua"aprovação final" (ou seja, ratificação parlamentar) ao escudoantimísseis que os EUA pretendem instalar no território dessespaíses. Só depois disso as obras poderão começar. A lei também proíbe gastos no escudo antimísseis até que osecretário de Defesa certifique ao Congresso que o sistema vairealmente funcionar. A Casa Branca diz que esse sistemaantimísseis serve contra a ameaça de "países-párias", como oIrã.

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