Congresso dos Estados Unidos dá sinal verde para mais sanções ao Irã

Medida proíbe exportações de petróleo refinado ao país e impõe sanções a empresas iranianas

Reuters e Efe,

24 de junho de 2010 | 21h05

WASHINGTON- O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 24, novas sanções unilaterais aos setores de energia e de bancos do Irã, que também proíbem empresas de outros países de fazer negócios com Teerã.

 

Veja também:

linkIrã anunciará 'condições para novas negociações', diz Ahmadinejad

lista Veja as sanções aplicadas ao Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

A medida, aprovada na Câmara dos Representantes por 408 votos a favor e 8 contra, havia passado anteriormente no Senado por unanimidade e já foi enviada para a sanção do presidente Barack Obama.

 

Legisladores democratas e republicanos têm pressionado o endurecimento de restrições ao Irã por meses. A aprovação da medida, no entanto, foi adiada a pedido de Obama até que o Conselho de Segurança da ONU e a União Europeia concordassem com novas sanções multilaterais.

 

A iniciativa amplia as sanções aprovadas recentemente pelo CS da ONU e pela União Europeia, impedindo negócios que forneçam petróleo refinado ao Irã e deem apoio à Guarda Revolucionária ou ao programa nuclear do país.

 

O Irã, apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, depende de importações de gasolina e de combustível de aviões porque possui uma grande deficiência em refinar petróleo.

 

A medida penaliza empresas que façam negócios com o setor energético do Irã - incluindo companhias estrangeiras que ofereçam ao país serviços de carga, financiamento e seguros - e também proíbe o acesso de bancos iranianos que tenham negócios com entidades em uma "lista negra" dos EUA ao sistema financeiro americano.

 

Além de responsabilizar os bancos americanos pelas ações de suas subsidiárias no exterior, a proposta estabelece mecanismos para que os Estados e prefeituras possam negar contratos com empresas que ajudem a financiar, de forma direta ou indireta, o programa nuclear iraniano.

 

O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, o democrata John Kerry, disse que a aprovação da medida é um "passo firme e importante" para responder a um dos objetivos de segurança mais sério dos Estados Unidos e seus aliados.

 

"Um Irã com armas nucleares seria uma ameaça intolerável para nosso aliado, Israel, provocaria uma corrida armamentista na que já é uma das regiões mais perigosas do mundo e minaria nosso esforço global para impedir a propagação de armas nucleares", disse Kerry em um comunicado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.