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Congresso dos Estados Unidos mantém permissão a tortura

Assembléia democrata tentou derrubar o veto do presidente norte-americano, mas não teve maioria em plenário

Associated Press,

11 de março de 2008 | 21h59

Os democratas do Congresso não conseguiram derrubar nesta terça-feira, 11, o veto do presidente norte-americano, George W. Bush, sobre uma lei que teria proibido a CIA de usar simulação de afogamento e outras técnicas duras em interrogatórios sobre supostos terroristas. O plenário teve 55 votos a menos que os dois terços necessários para a reversão do veto.   O presidente do Comitê de Inteligência no Congresso, Silvestre Reyes, tentou enquadrar a votação como um referendo dos direitos humanos. "Trata-se de tortura", disse ele, num refrão repetido por outros democratas que intervieram em apoio.   Os republicanos retrataram seu apoio ao veto de Bush, como uma posição contra leis que eles dizem ser desnecessárias como um Centro Nacional de Inteligência de Drogas e um estudo de implicações de segurança nacional do aquecimento global.   "Essa é uma lei imprudente", falou o republicano Pete Hoekstra, líder do Comitê de Inteligência. Ele comparou a lei como dar aos terroristas da Al-Qaeda o "guia" americano de interrogatórios. "Quais são as prioridades desta Assembléia? Como vamos manter a América segura?", questionou.   O veto legislativo limitaria a CIA a utilizar apenas os 19 métodos de interrogatório aprovados no manual do Exército. Este guia proíbe a utilização de simulação de afogamento.   O diretor da Cia, Michael Hayden, confirmou que espiões da agência usaram a técnica em três supostos terroristas em 2002 e 2003.   A limitação nos interrogatórios faz parte de um projeto de lei que autoriza gastos da inteligência no ano fiscal corrente. Bush vetou o projeto no sábado, 8. Esta é a primeira autorização de gastos ao órgão produzida no congresso norte-americano em três anos.    O presidente disse que seu veto não foi especificamente sobre a simulação de afogamento, mas sobre querer que a CIA tenha a flexibilidade de utilizar métodos legais e eficazes de interrogatório que não estão listados no manual do Exército.   "Eu não posso assinar na lei um projeto que impediria a mim, e a futuros presidentes, de autorizar a CIA a fazer um programa lícito de inteligência, bem como de tomar todas as medidas legais necessárias para proteger os americanos de ataques", afirmou Bush em uma declaração.   Hayden vem proibindo a CIA de usar a simulação de afogamento desde 2006, mas continua a ser uma possibilidade em futuros interrogatórios. Ela pode ser aprovado para uso numa base caso a caso pelo presidente e procurador geral.

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