Congresso dos EUA congela ajuda de US$ 700 milhões a Paquistão

Um comitê do Congresso dos Estados Unidos congelou 700 milhões de dólares em ajuda ao Paquistão até que o país dê garantias de que está ajudando no combate à disseminação de bombas caseiras na região. Um senador paquistanês qualificou a decisão de insensata e propensa a esfriar ainda mais as relações bilaterais.

REUTERS

13 de dezembro de 2011 | 14h28

O Paquistão é um dos países que mais recebem ajuda dos Estados Unidos. O corte previsto é apenas uma pequena fração dos bilhões de dólares em assistência civil e militar entregue ao país todos os anos.

No entanto, pode ser o prenúncio de reduções ainda maiores, já que depois da ação militar norte-americana que matou o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, em maio, vem aumentando nos EUA a pressão para penalizar o Paquistão por não agir contra grupos militantes islamistas e até mesmo ajudá-los. Bin Laden vivia numa cidade que é sede de uma guarnição militar.

O líder do comitê de relações exteriores do Senado do Paquistão, Salim Saifullah, alertou que as relações entre os dois países, já abaladas, poderiam piorar depois da decisão no Senado dos EUA. "Não acho que essa iniciativa seja sensata. Poderá afetar as relações. em vez disso deveria haver esforços para ampliar a cooperação. Não vejo nada de bom vindo disso", declarou Saifullah à Reuters.

Desde 2001 os EUA destinaram cerca de 20 bilhões de dólares em ajuda econômica e militar ao Paquistão.

(Por Qasim Nauman e Rebecca Conway)

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