Congresso dos EUA consegue acordo sobre impostos, Obama apoia

O Congresso conseguiu na sexta-feira um acordo sobre a diminuição dos impostos e o presidente Barach Obama apoia esse pacto, mas a insistência dos republicanos em incluir uma decisão sobre um controverso oleoduto deixa quase certo que a estrutura não será construída, disse um funcionário do governo.

REUTERS

17 de dezembro de 2011 | 10h10

A administração de Obama acredita que, apesar de o acordo que estende por dois meses as isenções fiscais não ser o ideal, seria inconcebível que os repúblicamentos primeiramente o aceitassem e depois recusasem ampliar os cortes para o resto do ano, segundo a fonte.

O funcionário disse que o acordo, que ainda deve ser aprovado por todo o Senado e a Câmara dos Representantes, cumpre com o objetivo de Obama de que os impostos da classe média não aumentem com o fim das isenções fiscais no fim de dezembro.

Mas não cumpre com a intenção original de Obama de ampliar os cortes por um ano todo e vai contra a exigência anterior da Casa Branca de que não tenha relação com a proposta do oleoduto Keystone XL, entre Texas e Canadá.

O funcionário esclareceu que a insistância dos republicanos de unir a revisão do oleoduto ao acordo tributário é contraproducente aos próprios esforços deles de fazer o projeto de 7 bilhões de dólares sair rapidamente por ser uma potencial fonte de empregos, afirmou o funcionário.

Obama respalda a advertência de segunda-feira do Departamento de Estado de que os esforços para limitar a análise do oleoduto para 60 dias violaria as leis ambientais e o obrigaria a negar a aprovação, segundo o funcionário.

(Por Matt Spetalnick)

Tudo o que sabemos sobre:
EUACONGRESSOOBAMA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.