Congresso dos EUA derruba proibição a gays nas forças armadas

O Congresso norte-americano baniu neste sábado a proibição de gays nas forças armadas do país, uma grande vitória para o presidente Barack Obama, que prometera acabar com a regra, considerada por liberais como uma política antiquada e discriminatória.

DONNA SMITH E THOMAS FERRARO, REUTERS

19 de dezembro de 2010 | 10h02

Obama pretende sancionar a lei na próxima semana, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. Mas o secretário de Defesa, Robert Gates, que pressionou para que a mudança ocorresse, alertou homens e mulheres gays que servirão no Exército que a atual política do "não pergunte, não conte" continuará vigorando por algum tempo, enquanto as novas regras são estabelecidas.

"Ao encerrar o 'não pergunte, não conte', nossa nação não negará mais o serviço a milhares de norte-americanos patriotas, forçados a deixar as forças armadas apesar de anos de performance exemplar, só porque são gays. E outros muitos milhares não serão mais obrigados a viver uma mentira para servir o país que eles amam", afirmou Obama em comunicado.

O Senado votou por 65 a 31 para eliminar a proibição, que já tinha 17 anos, após a passagem da lei pela Câmara dos Deputados. Líderes democratas pressionaram pela aprovação antes do final da sessão, já que em janeiro os republicanos, muitos dos quais são contrários à liberação, tomarão o controle da Câmara e terão um número maior no Senado.

Homens e mulheres gays foram mantidos longe do serviço militar até 1993, quando a lei "não pergunte, não conte", do presidente democrata Bill Clinton, permitiu que eles servissem contanto que mantivessem sua orientação sexual em segredo.

Alimentando o apoio ao fim da lei, que causou a expulsão de mais de 13 mil homens e mulheres das forças armadas, um relatório do Pentágono apontou que a maioria dos militares não era contrária ao fim da proibição.

Rick Jacobs, que lidera o grupo Campanha da Coragem, que pressionou pelo fim da proibição do casamento gay na Califórnia, afirmou que a medida era um grande avanço no direito dos homossexuais.

"Eu olho para isso como um sucesso 100 por cento perfeito para o movimento", afirmou. "Estamos certamente no fim do começo, e poderemos estar no meio do processo assim que haja total igualdade legal."

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