Congresso dos EUA quer endurecer sanções econômicas contra o Irã

Parlamentares pedem apoio a lei contra exportação de gasolina e derivados de petróleo ao país

Reuters e Associated Press

22 de junho de 2010 | 15h13

WASHINGTON - Parlamentares republicanos e democratas estão pedindo ao governo do presidente dos EUA, Barack Obama, que endosse a legislação que aumentaria significantemente o efeito das sanções americanas aplicadas contra o Irã sobre o controvertido programa nuclear deste país e um suposto esquema de apoio a grupos extremistas.

 

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Vários parlamentares pediram ao governo nesta terça-feira, 22, que apoie uma lei que afete a exportação de gasolina e outros produtos derivados de petróleo para o Irã e proíba bancos americanos de fazer negócios com bancos estrangeiros que forneçam serviços financeiros à Guarda Revolucionária do Irã.

 

Negociadores da Câmara e do Senado chegaram a um acordo na segunda sobre a lei e ambas as casas legislativas devem votá-la em breve. A administração, na maioria das vezes, respalda leis acordadas entre as casas, mas quer autoridade para desistir de sanções pelo bem da segurança nacional.

 

Canadá

 

O Canadá anunciou também nesta terça uma nova rodada de sanções econômicas contra o Irã. O ministro de Exteriores do país, Lawrence Cannon, disse que as autoridades canadenses estão seguindo o caminho trilhado pelos EUA e que as sanções não têm o objetivo de afetar o povo iraniano.

 

"Chegamos ao limite do que é aceitável, e além disso, o Canadá está reagindo como outros países e impondo sanções", disse o chanceler, alegando que as medidas foram tomadas por conta da insistência do Irã em "violar suas obrigações internacionais e a se recusar a cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)".

 

O Canadá deve usar a presidência da cúpula do G8 nesta semana para pressionar o Irã sobre seu programa nuclear. O G8 é composto por EUA, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Canadá e Rússia.

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