Conselheira de Obama critica abuso de direitos humanos na China e Rússia

A conselheira de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em uma revisão abrangente das práticas globais de direitos humanos, criticou a China e a Rússia nesta quarta-feira sobre a forma como tratam os seus cidadãos.

Reuters

04 de dezembro de 2013 | 21h57

Susan Rice citou especificamente a detenção na China de Xu Zhiyong, um jurista e defensor dos direitos humanos, e Liu Xiaobo, vencedor do Prêmio Nobel da Paz e condenado a 11 anos de prisão em 2009 sob a acusação de subversão para a organização de um abaixo-assinado pedindo a derrubada de regime comunista.

"O povo chinês está enfrentando crescentes restrições em suas liberdades de expressão, reunião e associação", disse Susan em declarações durante a primeira cúpula anual sobre Direitos Humanos.

"Quando os tribunais prendem dissidentes políticos que apenas incitam o respeito às próprias leis da China, ninguém na China, incluindo os norte-americanos que fazem negócios lá, pode se sentir seguro", disse ela.

O discurso de Susan ocorreu no momento em que o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, faz uma visita a China que tem sido dominada por preocupações norte-americanas e japonesas sobre a imposição de uma área chinesa de defesa aérea em torno de ilhas disputadas no Mar da China Oriental.

Ela também reservou palavras fortes para a Rússia, país com o qual os EUA têm tido relações tensas nos últimos meses sobre a decisão de Moscou de conceder asilo temporário ao ex-agente de espionagem norte-americano Edward Snowden.

A Rússia se envolveu em "esforços sistemáticos para restringir as ações da sociedade civil russa", tem estigmatizado a comunidade gay e lésbica no país e coagido vizinhos como a Ucrânia, disse Susan.

"Nós lamentamos a justiça seletiva e a acusação daqueles que protestam contra a corrupção e o nepotismo, o que está minando o futuro econômico da Rússia e limitando seu potencial para desempenhar plenamente o seu papel no cenário mundial", disse ela.

Os Estados Unidos ainda se envolvem em uma diplomacia ativa com a China e a Rússia e outros governos que têm práticas de direitos humanos conflitantes com o governo norte-americano.

Susan reconheceu que os EUA, por vezes, devem chegar a um equilíbrio difícil.

"Nós fazemos escolhas difíceis", disse ela. "Quando os direitos são violados, continuamos a defender a sua proteção. Mas não podemos, e não vou, fingir que alguns compromissos de curto prazo não existem."

(Reportagem de Steve Holland)

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