Conselho de Segurança discute resolução sobre a Geórgia

O Conselho de Segurança da ONUdiscute na terça-feira uma proposta de resolução em que oOcidente pede à Rússia que recue imediatamente para as posiçõesprévias ao recente conflito. O texto, apresentado aos participantes logo antes dareunião, também pede a volta das tropas georgianas aos seusquartéis e a implementação imediata do cessar-fogo já assinadopor ambas as partes. A Rússia e possivelmente outros países devem se opor àproposta, segundo diplomatas ocidentais. O texto, redigido pela França após contato com outrosgovernos, cita "a integridade territorial da Geórgia dentro dassuas fronteiras internacionalmente reconhecidas". A crise começou em 7 de agosto, quando a Geórgia envioutropas para tentar reassumir o controle da Ossétia do Sul, umaprovíncia separatista e etnicamente distinta que desde 1991 jágoza de autonomia sob proteção de Moscou. Moscou reagiu enviando seus próprios soldados para ocuparnão só a Ossétia do Sul, como parte da Geórgia propriamentedita. Na semana passada, a França conseguiu mediar umcessar-fogo. Depois de consultas a portas fechadas, houve uma reuniãoformal em que altos-funcionários da ONU prestaramesclarecimentos sobre a situação na Geórgia. Diplomatasocidentais disseram que a resolução não deve ser votada naterça-feira. O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse na terça-feiraque a resolução deveria incluir o texto do plano de pazfrancês. Segundo assessores, ele conversou por telefone sobre aresolução com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon. Alguns tanques e blindados russos deixaram na terça-feira acidade georgiana de Gori, mas a Otan disse que suspenderá seuscontatos com Moscou até que todas as forças russas deixem aGeórgia. O Kremlin disse na terça-feira que as tropas russasrecuarão até dia 22 para as posições prévias ao conflito. Mas, pouco antes da reunião do Conselho, oembaixador-adjunto da França, Jean-Pierre Lacroix, disse:"Estamos muito preocupados [porque a retirada] ainda nãoaconteceu, e vamos discutir isso no Conselho".

PATRICK WORSNI, REUTERS

19 de agosto de 2008 | 18h40

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