Construção do muro entre EUA e México atrasa até 2011

'Washington Post' afirma que o projeto não se desenvolve como planejado ou cobre patrulha da fronteira

Efe,

28 de fevereiro de 2008 | 09h20

A implantação do "muro virtual" com que o governo dos Estados Unidos pretende combater a imigração ilegal na fronteira com o México sofrerá um atraso de pelo menos três anos devido a problemas técnicos, segundo o site do jornal The Washington Post divulgou nesta quinta-feira, 28. Funcionários do Departamento de Segurança Nacional e auditores do Congresso afirmaram na quarta-feira a uma subcomissão de legisladores que as falhas detectadas no projeto piloto do muro, um trecho de 45 quilômetros ao sul de Tucson (Arizona), atrasaram a finalização da primeira fase. Os problemas técnicos afetam o sistema de torres equipadas com sensores e equipamentos de vigilância do "muro virtual", cuja construção está a cargo da empresa Boeing. Apesar de o governo americano ter aprovado o início do projeto na sexta-feira, as autoridades confirmaram que o chamado "Projeto 28" não está se desenvolvendo como previsto nem cobre as necessidades das patrulhas de fronteira, segundo o jornal. De acordo com o Washington Post, o anúncio representa um importante atraso no que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, qualificou em maio de 2006 como "a iniciativa de segurança fronteiriça mais avançada tecnologicamente da história dos Estados Unidos". O "muro virtual" faz parte de um plano nacional aprovado por Bush para fortalecer a segurança na fronteira com torres de observação, radares, sensores de movimento e potentes câmeras de alta tecnologia capazes de distinguir entre pessoas e gado a uma distância de aproximadamente 16 quilômetros. O projeto, pelo qual o governo pagou à Boeing US$ 15 milhões e que deveria ter sido finalizado em meados de 2007, já tinha sido adiado por problemas iniciais relativos ao software. As novas falhas detectadas só permitirão a conclusão do projeto em 2011, com outro presidente na Casa Branca.

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