Coreia do Norte não se prepara para confronto maior, dizem EUA

Os Estados Unidos acreditam que o ataque da artilharia norte-coreana contra uma ilha da Coreia do Sul foi um ato isolado e Pyongyang não se prepara para um confronto militar mais amplo, informou o Departamento de Estado norte-americano na quarta-feira.

REUTERS

24 de novembro de 2010 | 16h20

Os EUA acreditam que o ataque está ligado à sucessão da liderança do país comunista, disse o chefe do Estado Maior das Forças Armadas norte-americanas, almirante Mike Mullen.

Na terça-feira, a Coreia do Norte disparou dezenas de foguetes contra a ilha de Yeonpyeong, matando dois soldados sul-coreanos e civis. O ataque foi o pior desde o fim da Guerra da Coreia em 1953.

"Isto foi, em nossa visão, um ato único e premeditado", disse a repórteres o porta-voz do Departamento de Estado P.J. Crowley.

"Sem entrar em questões de inteligência, não acreditamos que a Coreia do Norte está... se preparando para um confronto militar mais amplo."

Mullen e Crowley disseram que a China deve assumir um papel de liderança para solucionar a crise.

Mullen disse que os EUA estão trabalhando com seus aliados para encontrar maneiras de responder ao ataque, mas afirmou: "É muito importante para a China liderar".

"O único país que tem influência sobre Pyongyang é a China então a liderança deles é absolutamente crucial", disse Mullen a um programa de TV norte-americano.

Crowley disse que os EUA esperam que a China use sua influência para pressionar a Coreia do Norte a cessar o que ele chamou de comportamento provocador, dizendo que Pequim poderia assumir um papel central em ajudar a normalizar a situação.

(Reportagem de Arshad Mohammed e Phil Stewart)

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