Brian Bohannon/AP
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Coreia do Norte voltará às negociações nucleares, acredita Hillary

País quer que ONU diminua sanções antes de retomar conversações sobre seu programa nuclear

09 de abril de 2010 | 19h10

Associated Press

 

LOUISVILLE- A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, se mostrou confiante nesta sexta-feira, 9, de que as conversações sobre o desarmamento nuclear com a Coreia do Norte serão retomadas, apesar da instabilidade no país que dificultou as conversas, segundo ela.

 

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Durante um discurso em Louisville, Hillary disse que a Coreia será trazida de volta às conversações por causa da unidade dos negociadores dos Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão e Rússia.

 

De acordo com a secretária, os recentes problemas de saúde do líder norte-coreano,Kim Jong Il, e o descontentamento da população por causa de políticas econômicas ineficazes dificultaram a retomada de negociações.

 

A Coreia do Norte quer uma diminuição das restrições da ONU ao país antes de retornar à mesa de negociações.

 

Hillary também afirmou que os Estados Unidos sabem que a Coreia tem "algo entre uma e seis armas nucleares".

 

A secretária também pressionou republicanos e democratas a ratificarem o novo acordo nuclear assinado pelo presidente Barack Obama e seu colega russo, Dmitri Medvedev, ao dar garantias de que um novo acordo para controle de armas nucleares possibilita os Estados Unidos a manterem um "forte e flexível meio de impedimento".

 

Hillary afirmou que o tratado assinado pelos dois líderes na terça-feira é o "último capítulo em uma história da responsabilidade nuclear americana", apoiada por presidentes de ambos os partidos e fortes maiorias do Congresso.

 

Reunião

 

Em uma conferência marcada para a semana que vem, Obama tentará persuadir líderes mundiais a aumentarem esforços para manter armas nucleares longe do alcance de terroristas.

 

Três países que estão no centro do debate internacional sobre o risco nuclear - Coreia do Norte e Síria - não foram convidados para a cúpula, e Israel, cujo arsenal nuclear não declarado representa uma ameaça para o Oriente Médio, cancelou a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na reunião.

 

Expectativas para ações decisivas de 47 países são baixas, porque controles já existentes não funcionaram como o esperado e algumas nações acreditam que uma regulação mais austera irá somente restringir projetos nucleares com fins pacíficos.

 

A Casa Branca, contudo, tem grandes esperanças sobre o encontro de dois dias, no qual os Estados Unidos e a Rússia irão assinar um esperado acordo para se desfazerem de armas nucleares remanescentes da Guerra Fria. Esse é o tipo de ação preventiva que a conferência quer inspirar.

 

 Hillary afirmou que a reunião será a maior assembleia de líderes mundiais hospedada por um presidente americano desde a conferência que fundou a ONU em São Francisco, em 1945.

 

 

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