Coronel russo denunciou espiões nos Estados Unidos, diz jornal

Dez pessoas foram presas por espionagem em junho e trocadas por quatro agentes russos

AP,

11 de novembro de 2010 | 21h30

MOSCOU- Um legislador russo especializado em segurança nacional confirmou nesta quinta-feira, 11, em uma reportagem que um alto funcionário de inteligência ajudou os Estados Unidos a prender espiões russos neste ano.

 

Os dez suspeitos de espionagem foram presos em junho, alguns dias depois da visita do presidente Dmitri Medvedev aos Estados Unidos. Eles foram trocados por quatro agentes russos condenados por espionagem para os EUA em seu país, na maior troca de agentes entre os dois países desde a Guerra Fria.

 

O respeitado jornal russo Kommersant citou fontes anônimas que identificaram o alto funcionário unicamente como o coronel Shcherbakov, que supostamente chefiava a sessão sobre Estados Unidos de uma divisão do Serviço de Inteligência Estrangeiro. O órgão seria especializado em agentes enviados ao exterior sem uma missão específica, mas que podem ser ativados se necessário.

 

Gennady Dudkov, um integrante da Comissão de Segurança Nacional do parlamento, afirmou posteriormente que "Shcherbakov entregou nossos agentes nos Estados Unidos (...). Sabíamos disso muito antes do que foi publicado no Kommersant''.

 

As declarações do militar, reportadas em princípio pela agência de notícias Interfax, foram confirmadas por seu gabinete.

 

Segundo o Kommersant, Shcherbakov chegou aos EUA três dias antes do começo da visita de Medvedev. As fontes o qualificaram como fugitivo, mas não se sabe como descobriram isso.

 

Após a prisão dos espiões russos, um procurador americano comentou que eles estavam sendo vigiados há anos. De acordo com as fontes, o coronel visitou um dos agentes na prisão e o pressionou para confessar. Mikail Vasenkov, que usava o nome de Juan Lázaro e insistia que não era russo, acabou confessando e sendo deportado para a Rússia junto aos outros nove do grupo.

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