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Corpo de jovem é achado em parede da universidade de Yale

Estudante Annie Le, de 24 anos, foi vítima de crime planejado, descoberto no dia em que ela se casaria

Agência Estado e Associated Press,

14 de setembro de 2009 | 18h35

A polícia decidiu não divulgar a causa da morte da estudante da Universidade da Yale que foi encontrada num duto atrás de uma parede de um laboratório. O legista chefe de Connecticut, Wayne Carver, disse nesta segunda-feira, 14, que o corpo é de Annie Le, de 24 anos. Segundo ele, a jovem foi vítima de homicídio, e a causa do crime será mantido temporariamente em segredo "para facilitar a investigação."

 

A polícia já havia informado que Annie fora vítima de um crime planejado. O corpo da estudante foi encontrado às 17h (horário local) de domingo, o dia em que ela se casaria. Seu desaparecimento foi comunicado na terça-feira. Seu cartão de identificação, dinheiro, cartões de crédito e carteira foram encontrados em seu escritório, localizado no terceiro andar o prédio de alta segurança da escola de medicina de Yale onde o corpo foi encontrado.

 

A polícia não disse se tem algum suspeito, mas afirmou que ninguém foi preso. "Não acreditamos num ato sem premeditação", disse o porta-voz policial Joe Avery. Ele não forneceu maiores detalhes, mas disse que ninguém mais está em perigo. O prédio onde o corpo foi encontrado é parte do complexo da escola de medicina, localizado a cerca de 1.600 metros do principal campus de Yale. O acesso ao edifício só é possível com cartões de identificação da universidade. Cerca de 75 câmeras monitoram as entradas do prédio.

 

"É assustadora a ideia de que há um assassino andando pelo campus", disse o estudante de química Muneeb Sultan, de 20 anos. "Estou chocado com o fato de isso ter acontecido num prédio de Yale no qual é preciso ter cartão de acesso para entrar". A polícia não forneceu detalhes sobre as condições do corpo encontrado nem como a mulher morreu.

 

Uma amiga disse nesta segunda-feira que a estudante de medicina nunca demonstrou temores sobre sua segurança pessoal no trabalho, embora tenha expressado preocupações sobre a criminalidade em New Haven num artigo escrito no ano passado. "Se ela estivesse preocupada (com sua segurança) ela teria dito alguma coisa a alguém", disse Jennifer Simpson à emissora de televisão CBS. "E Jon (seu noivo) saberia, sua família saberia, seus amigos saberiam."

 

A polícia está analisando o que chamam de "uma grande quantidade" de evidências físicas e disse que o noivo de Annie não é considerado suspeito. Annie trabalhava num laboratório no subsolo do prédio de cinco andares. Funcionários do campus disseram que a rede de segurança gravou Annie entrando no prédio ao passar seu cartão por volta das 10h do dia 8 de setembro e ficaram embaraçados ante a descoberta que ela não foi vista saindo.

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