Corte Suprema dos EUA se divide sobre a pena de morte

O uso da injeção letal cria o riscode execuções cruelmente desumanas, com dor aflitiva, disse nasegunda-feira o advogado de dois réus do corredor da morte àCorte Suprema dos Estados Unidos, que analisa um caso que atraia atenção de todo o mundo. Já os advogados do Estado de Kentucky e do governo Bushdefenderam o coquetel de três drogas atualmente usado em quasetodas as execuções nos EUA. Eles disseram que as substâncias,se administradas corretamente, resultam numa morte indolor. Adversários da prática argumentam que os condenados muitasvezes não ficam totalmente inconscientes com a primeira droga,como deveria acontecer. Isso acaba resultando em sofrimentos nahora da segunda e terceira substâncias, respectivamenteparalisante e cáustica. Os juízes da Suprema Corte parecem estar muito divididos. Éa primeira vez que uma alta corte dos EUA analisa métodosespecíficos de execução desde a decisão de 1879 que manteve aprática dos pelotões de fuzilamento. Embora a audiência tenha discutido exclusivamente aconveniência do uso do coquetel tríplice ou a necessidade deuma alternativa, o caso despertou um debate nacional sobre apena capital em si, já que os EUA são uma das únicasdemocracias do mundo que adotam a pena de morte. As execuções em todo o país estão temporariamente suspensasdesde o final de setembro, quando a Suprema Corte aceitoujulgar este caso. Em 2007, houve 42 execuções, menor número em13 anos. Atualmente, 36 dos 50 Estados adotam a pena capital. Em dezembro, Nova Jersey se tornou o primeiro Estado aabolir a prática desde que a Corte Suprema re-adotou a pena demorte, em 1976.

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