Cresce escopo de destruição de tempestade Sandy nos EUA

Quatro dias depois de a tempestade Sandy colidir com o Nordeste dos EUA, equipes de resgate ainda estavam descobrindo, na sexta-feira, a extensão da devastação e mortes em Nova York e na costa de Nova Jersey, além das reações de raiva com a escassez de gasolina, falta de energia e espera por suprimentos.

Reuters

02 de novembro de 2012 | 11h48

O número de mortos em uma das maiores tempestades que já atingiram os EUA saltou em um terço na quinta-feira, para 98. Em Nova York, 40 pessoas foram encontradas mortas, metade delas em Staten Island, que foi invadida por uma muralha de água na segunda-feira.

Entre os mortos em Staten Island estavam dois irmãos, de dois e quatro anos, que forram varridos dos braços de sua mãe quando o carro ficou estagnado com as subida das águas que invadiram a localidade. Os corpos foram encontrados na quinta-feira, um perto do outro, em uma área pantanosa.

A secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e o vice-administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergência (FEMA, em inglês), Richard Serino, planejavam visitar Staten Island nesta sexta-feira, em meio ao protesto furioso de sobreviventes de que a localidade havia sido ignorada pelo governo.

A reação de sobreviventes e as cenas das vítimas poderiam complicar as coisas para os políticos, do presidente Barack Obama, a quatro dias da eleição, a governadores e prefeitos na mais populosa região dos EUA. Obama visitou Nova Jersey na quarta e foi parabenizado pela forma como lidou com os efeitos da tempestade.

"Eles esqueceram de nós", disse Thereza Connor, 42 anos, descrevendo Staten Island como tendo sida "aniquilada". "E o prefeito (Michael) Bloomberg diz que Nova York está bem. A maratona está mantida".

Citando o impulso para a cidade, Bloomberg decidiu manter a realização da Maratona de Nova York, a maior do mundo, no próximo domingo.

Aos ânimos já aquecidos somou-se a escassez de gasolina que teve de ser enfrentada por motoristas de Nova York, Nova Jersey e Connecticut. Mesmo antes do amanhecer de sexta-feira, longas filas de carros serpenteavam as proximidades de postos de gasolina, e a polícia ficou em pontos próximos para manter a paz e calma entre os motoristas frustrados e furiosos.

Previsões de frio para os próximos dias só aumentaram a tensão, uma vez que em muitas partes moradores têm usado geradores para manter luzes e aquecimento enquanto esperam que as linhas de energia elétrica sejam reparadas.

Os custos financeiros da tempestade prometem ser surpreendentes, com estimamtica de cerca de 20 bilhões de dólares em perdas seguradas e 50 bilhões de dólares em perdas econômicas. Sandy poderá ser a quarta mais cara catástrofe dos EUA, atrás do furacão Katrina, em 2005, dos ataques de 11 de Setembro de 2001 e o furacão Andrew, em 1992.

(Por Edith Honan)

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