Crescem rumores sobre saída de Hillary da disputa presidencial

Assessores afirmam que a ex-primeira-dama reconhecerá derrota, mas chefe de campanha nega desistência

Agências internacionais,

03 de junho de 2008 | 11h58

A ex-primeira-dama americana Hillary Clinton admitirá na noite desta terça-feira, 3, que o senador  Barack Obama tem delegados em quantidade suficiente para assegurar a candidatura do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, disseram à Associated Press fontes do comitê da senadora. Porém, em declarações à CNN, o conselheiro negou que Hillary concederá a nomeção a Obama.   Veja também: Obama se esforça para declarar vitória Hillary não apelará para o 'tapetão', dizem aliados  Bill Clinton insinua desistência de Hillary Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Acompanhe a disputa entre os pré-candidatos    De acordo com os assessores, Hillary fará a admissão durante discurso previsto para esta noite em Nova York, mas não anunciará o fim de sua campanha. Ela prometerá continuar defendendo suas propostas sobre a reforma do sistema de saúde. Na prática, porém, a campanha da ex-primeira-dama chegou ao fim, asseguraram as fontes sob a condição de anonimato. A maior parte das pessoas que trabalharam durante a campanha será paga a partir de 15 de junho, concluíram as fontes.   Barack Obama está prestes a entrar para a história como o primeiro candidato negro a disputar a presidência dos Estados Unidos por um dos maiores partidos políticos do país. O senador está a apenas 40 delegados dos 2.118 necessários para garantir a indicação. O número inclui superdelegados comprometidos com a campanha. A expectativa é de que ele ultrapasse esse número nas votações que estão sendo realizadas nesta terça nos Estados de Montana e Dakota do Sul. Hillary pronunciará o discurso assim que ficar confirmado que Obama alcançou a marca.   De acordo com a CNN, a pré-candidata democrata disse que "absolutamente não" vai desistir da campanha em favor de Barack Obama nesta noite, segundo afirmou Terry McAuliffe, chefe da campanha eleitoral da senadora por Nova York. "Ninguém tem o número (de delegados) suficiente para ser nomeado pelo Partido Democrata agora", disse McAuliffe, acrescentando que "eles estão 100% incorretos" e que após os resultados desta terça, a campanha começará a trabalhar o apoio dos superdelegados.   Os conselheiros de Hillary teriam tomado a decisão estratégica de não encerrar formalmente a campanha para permitir que ela fique em posição de negociar com Obama uma série de questões, inclusive a possibilidade de formação de uma chapa na qual ela saia como vice. Ela também quer pressionar o rival na questão da saúde. O acesso universal ao sistema de saúde, bandeira de Hillary durante seu tempo como primeira-dama dos EUA, foi um dos principais pontos de divergência entre os dois pré-candidatos durante a épica disputa pela indicação do Partido Democrata para a escolha de quem representará a agremiação nas eleições presidenciais deste ano.   O fim das primárias abre as portas para os superdelegados, que podem votar em quem quiserem independentemente do resultado em seus distritos. Centenas deles ainda não declararam voto, e a expectativa entre os analistas políticos é de que a maior parte dos superdelegados alinhe-se com Obama.   Os líderes do partido gostariam que a disputa acabasse o mais rápido possível. Apesar de os eleitores terem participado do processo de escolha do candidato em número recorde, a extensa disputa expôs divisões existentes no eleitorado democrata que podem minar as chances de vitória sobre o candidato republicano John McCain em novembro.

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