Cúpula EUA-China tem de mostrar resultados reais, diz Hillary

As relações entre Estados Unidos e China estão num ponto crítico e uma reunião de cúpula na semana que vem tem de resultar em "questões reais, ação real" em comércio, mudanças climáticas e proliferação nuclear norte-coreana, disse na sexta-feira a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

PAUL ECKERT, REUTERS

15 de janeiro de 2011 | 11h52

"Cabe às duas nações transformar em ação as promessas de alto nível das cúpulas e das visitas de estado. Ação real, sobre questões reais," afirmou ela, em um discurso.

Hillary solicitou à China que deixe sua moeda se apreciar mais rapidamente, que ponha fim à discriminação contra empresas estrangeiras e que abra seus mercados para produtos agrícolas e manufaturados dos EUA.

Alguns analistas norte-americanos consideram a ida a Washington do presidente chinês, Hu Jintao, como a mais importante visita de estado em 30 anos. Os líderes das duas maiores economias mundiais estão tentando superar um 2010 de conflitos e firmar laços mais estáveis nos próximos anos.

EUA e China se confrontaram no ano passado em questões antigas como as vendas norte-americanas de armas para Taiwan, a situação do Tibet, direitos humanos e ataques norte-coreanos à Coreia do Sul, entre outros assuntos.

Os comentários de Hillary são parte de uma semana de discursos oficiais sobre a política para a China, e de uma viagem do secretário de Defesa, Robert Gates, a Pequim, que buscam definir o tom para o encontro do presidente Barack Obama com Hu Jintao, em 19 de janeiro.

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