De saída, Bush comuta sentença de dois guardas fronteiriços

Ignacio Ramos e José Compean haviam sido condenados a dez anos de prisão por atirar em traficante mexicano

Efe,

19 de janeiro de 2009 | 17h10

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, comutou nesta segunda-feira, 19, no último dia de mandato, as sentenças de dois guardas fronteiriços, cuja condenação por atirar contra um traficante de drogas mexicano originou um intenso debate sobre a imigração ilegal. Os agentes Ignacio Ramos e José Compean tinham sido condenados a mais de dez anos de prisão após o tiroteio, ocorrido em 2005.   Veja também: EUA foram os que mais perderam com Bush, diz analista Contas no vermelho são parte da herança maldita de Bush Bush telefona para se despedir de Lula e outros líderes Dez lições de Bush para Obama  Veja o programa da posse de Barack Obama Galeria de fotos do show  Cronologia de Barack Obama  Imagens da família Obama      Os dois foram condenados por atirar no traficante Osvaldo Aldrete Dávila quando ele tentava fugir cruzando o rio Grande. No julgamento, os dois agentes alegaram que pensavam que o contrabandista estava armado e dispararam para se proteger.   O promotor encarregado do caso afirmou que Ramos e Compean não informaram do incidente e tentaram esconder as evidências, ao recolher alguns dos cartuchos de bala disparados. Na decisão desta segunda, Bush não perdoa os agentes, mas comuta sua sentença.   Para o presidente, os dois ex-funcionários receberam um julgamento justo, mas suas sentenças foram excessivas, e eles já sofreram bastante com a perda dos postos de trabalho e da reputação, assim como com os dois anos de prisão que já cumpriram.   Ramos, antes condenado a 11 anos de prisão, e Compean, a 12, devem ficar em liberdade nos próximos dois meses. Com a decisão, Bush, que entregará em menos de 24 horas o poder a seu sucessor, Barack Obama, concedeu um total de 189 perdões e 11 comutações de pena.

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