Dean pode ganhar força quando voltar para o mar, diz relatório

Previsão é do centro de furacões dos EUA; furacão passa pelo Golfo do México com ventos de 130 km/h

Efe e Reuters,

22 de agosto de 2007 | 07h37

O Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, revelou nesta quarta-feira, 22, em um boletim, que o furacão Dean "está se reorganizando lentamente" e pode ganhar força nas águas aquecidas do golfo do México, enfraquecendo-se novamente ao tocar a terra.   O furacão Dean, com ventos de 130 km/h e atualmente na categoria 1 da escala Saffir-Simpson, viaja pelo golfo do México e deve chegar na tarde desta quarta ao litoral do Estado mexicano de Veracruz.   Às 6h, o NHC situava o olho do furacão cerca de 190 quilômetros a nordeste da cidade mexicana de Veracruz. Ele se desloca a cerca de 32 km/h, em direção oeste-noroeste. O governo mexicano estendeu o alerta de furacão até La Cruz.   A persistente chuva, a precariedade das comunicações e as estradas intransitáveis dificultavam a avaliação dos danos em comunidades maias isoladas na região esparsamente povoada de selva atingida pelo Dean depois de ter deixado um rastro de 13 mortes e muita destruição pelo Caribe.   Nesta quarta, várias plataformas de petróleo no Golfo do México foram evacuadas por causa da passagem de Dean pela região.   O Dean chegou na terça à península de Yucatán, no sudeste do país, e inundou ruas, derrubou árvores e arrancou telhados, antes de seguir em direção às plataformas de petróleo. Mesmo assim, não há notícias de mortos por causa da tempestade, que chegou à categoria 5 (topo da escala) antes de passar pela chamada "Riviera Maia", onde milhares de turistas lotam os abrigos. Em Chetumal, cidade com cerca de 150 mil habitantes, uma das principais avenidas está com quase um metro de água.   O Dean já matou 13 pessoas em seu trajeto pelo Caribe, mas perdeu fôlego ao avançar sobre o território mexicano e foi rebaixado à categoria 1.   Destruição   Balneários como Playa del Carmen e Cancún, devastados pelo furacão Wilma em 2005, parecem ter sido poupados desta vez. Milhares de turistas, atraídos pelas praias de areia branca e mar cristalino e pelas ruínas maias de Chichén Itza, já haviam fugido da região no fim de semana.   Os que ficaram em Playa del Carmen reapareceram, exaustos, assim que amanheceu, depois de uma desconfortável noite num hotel transformado em abrigo para 400 pessoas.   O país mais castigado foi o Haiti, com quatro mortos. A empresa Risk Management Solution disse que o furacão já representa um gasto de US$ 1,5 bilhão para as seguradoras, a maior parte por causa de apólices na Jamaica.   Furacões da categoria 5 são raros, mas em 2005 houve quatro deles, inclusive o Katrina, que devastou Nova Orleans, e o Wilma, que matou sete pessoas no México e provocou prejuízos de US$ 2,6 bilhões.

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