Debate sobre maconha pode ser crucial para Obama no Colorado

Durante seu mandato, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não foi exatamente um partidário dos usuários de maconha. Claro, ele reconheceu ter fumado a erva quando era jovem, mas decepcionou os defensores da droga e se opôs à sua legalização, em condições semelhantes às da regulação e taxação do álcool.

REUTERS

02 de junho de 2012 | 12h34

E a repressão do Departamento de Justiça sob seu mandato a usuários de maconha medicinais, permitidos por 17 estados e pelo Distrito de Colúmbia, deixou muitos outros contrários ao presidente.

Agora, com Obama tendo pela frente uma dura batalha contra o candidato republicano Mitt Romney no dia 6 de novembro, é irônico que suas chances de vencer em um estado-chave como o Colorado podem depender da legalização da maconha, defendida por um número cada vez maior de norte-americanos.

A questào é se Obama conseguirá votos de eleitores jovens, que devem estar entre os mais entusiastas partidários de uma iniciativa de votação no Colorado, que pode legalizar a posse de uma porção de maconha para uso recreativo, dando ao estado a legislação mais liberal em relação ao assunto em toda a nação.

A iniciativa é reflexo da combinação peculiar do Colorado de liberalismo e conservadorismo anti-regulação, que ajudou a tornar o estado o berço do Partido Libertário.

É um estado onde as pessoas de diferentes correntes políticas veem as leis sobre a maconha como um exemplo de governo que mete menos o seu nariz onde não é chamado.

O estado das Montanhas Rochosas já permite o uso de maconha para uso medicinal, como forma de alívio para dor extrema, e algumas comunidades abraçaram a droga de forma entusiástica.

É incerto, contudo, como o Departamento de Justiça dos EUA, liderado por Obama ou Romney, vai responder se Colorado, Washington e outros estados legalizem a maconha para uso recreativo. Ambos os candidatos são contra legalização da droga.

Mas, em uma eleição presidencial disputada, na qual o Colorado pode ser crucial, e com pesquisas demonstrando que Obama tem até 30 pontos percentuais de vantagem sobre Romney entre os eleitores com até 30 anos de idade, a iniciativa do estado pode ser um importante fator se inspirar grandes números de eleitores a irem às urnas no dia 6 de novembro.

“Esse é um assunto que é realmente significativo para os jovens, pessoas de cor e comunidades privadas de direitos, grupos que tipicamente não comparecem muito às urnas", afirmou Brian Vicente, 35 anos, diretor executivo da Sensible Colorado, um grupo que luta por leis mais brandas em relação à maconha.

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